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Lucro da Caixa representa crescimento de R$ 63,3% em relação ao primeiro semestre de 2017. Estatal espera ter mais capital para realizar empréstimos

Lucro da Caixa no 1º semestre bate recorde, atinge R$ 6,7 bilhões cresce 63,3% em relação ao 1º semestre do ano passado
Arquivo/Agência Brasil
Lucro da Caixa no 1º semestre bate recorde, atinge R$ 6,7 bilhões cresce 63,3% em relação ao 1º semestre do ano passado

O lucro da Caixa Econômica Federal no primeiro semestre de 2018 foi anunciado na manhã desta segunda-feira (20) pela direção do banco na capital paulista e animou o mercado financeiro: R$ 6,7 bilhões. Esse valor representa o maior resultado já alcançado pelo banco em um semestre.

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Dessa forma, o lucro da Caixa apresentou um crescimento de 63,3% em relação ao primeiro semestre de 2017. Por outro lado, a carteira de crédito do banco finalizou o semestre com saldo de R$ 695,3 bilhões, um recuro de 2,9% em 12 meses.

Enquanto isso, o índice de inadimplência ficou em 2,5%, um recuo de 0,4% em comparação ao primeiro trimestre do ano, permanecendo estável em relação ao primeiro semestre de 2017. Vale dizer que a média do mercado ficou em 3,6% para igual período.

Banco público que pratica as taxas de juros impostas pelo governo, a Caixa também manteve a liderança no setor de crédito imobiliário, com 69,3% de participação no mercado. A carteira imobiliária registrou um saldo de R$ 436,5 bilhões, um aumento de 3,6% em 12 meses.

Por fim, a popupança também ajudou no resultado positivo do banco estatal nesse primeiro semestre. A caderneta de poupança cresceu 8,4% em 12 meses, com saldo registrado de R$ 283,2 bilhões no primeiro semestre do ano, um avanço de 8,4% nos últimos 12 meses.

Esse resultado, porém, já era esperado porque recentemente o Banco Central (BC) também anunciou que apenas no mês de julho, os  depósitos na caderneta de poupança em todo País superaram os saques em R$ 3,747 bilhões. Em valores absolutos, os investimentos somaram R$ 189,7 bilhões e as retiradas, R$ 186 bilhões.

Apesar do mês de julho não entrar na conta do primeiro semestre, por exemplo, o mês foi o quinto consecutivo em que a captação líquida da poupança - isto é, a diferença entre depósitos e saques - apresentam um resultado positivo. Ao todo, o saldo financeiro depositado na caderneta ao longo do ano está em R$ 755,6 bilhões.

Dessa forma, o acumulado dos sete primeiros meses de 2018, de acordo com o BC, é de um saldo positivo de R$ 11,09 bilhões, o que representa o melhor resultado para o investimento nos últimos quatro anos.

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Lucro da Caixa se junta ao lucro da Petrobras

Lucro da Caixa é resultado positivo para o mercado financeiro, mas é alvo de críticas de alguns por conta do déficit gerado nas contas públicas, assim como o lucro da Petrobras
Shutterstock
Lucro da Caixa é resultado positivo para o mercado financeiro, mas é alvo de críticas de alguns por conta do déficit gerado nas contas públicas, assim como o lucro da Petrobras

Com o lucro divulgado nesta segunda-feira, a Caixa se torna a segunda grande empresa estatal a registrar um resultado bastante positivo em relação ao primeiro semestre de 2018. Isso porque há alguns dias, a Petrobras também anunciou um lucro de R$ 17 bilhões nos primeiros seis meses do ano.

Apenas no segundo trimestre, o lucro da petrolífera foi de R$ 10,07 bilhões , o que, além de ser o melhor resultado obtido desde 2011, representa um crescimento de 45% frente ao primeiro trimestre do ano, quando o lucro da estatal foi de R$ 6,96 bilhões. O resultado foi considerado tão positivo que a Petrobras decidiu  antecipar o pagamento de R$ 652 milhões  aos acionistas.

Porém, o lucro recorde e a repartição entre seus investidores justamente no mesmo período em que a política de preços da companhia fez o Brasil atravessar uma crise de desabastecimento causada pela greve dos caminhoneiros que  afetou inclusive o PIB nacional  do 2º trimestre e as projeções para o ano  gerou críticas.

Isso, em grande parte, porque para encontrar uma solução, o governo federal teve que retirar R$ 9,58 bilhões dos cofres públicos realizando, inclusive, cortes no investimento de áreas como segurança e saúde justamente num ano em que o  déficit das contas públicas está projetado em R$ 148,171 bilhões.

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Da mesma forma, o lucro da Caixa acontece diante de um período em que o  índice de inadimplência cresceu 4,31% em relação ao ano passado.

*Com informações da Agência Brasil

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