Segundo o novo índice, criado pelo banco suíço UBS, Zurique é a cidade com melhores condições de vida, lá um iPhone pode ser comprado com apenas 22 horas de trabalho; em São Paulo são necessárias 106 horas, a capital paulista ficou em 43º lugar

Divulgado pelo Union Bank of Switzerland (UBS), o “índice iPhone” pretende substituir o índice Big Mac elaborado pela revista The Economist. O indicador da revista inglesa compara o preço do sanduíche mais famoso do McDonald’s em diversos países para que se tenha uma ideia da diferença de custo de vida em cada lugar. O produto da Apple, no entanto, indicaria essa realidade de maneira mais precisa, segundo alguns economistas.

Isso porque o celular reflete de maneira mais adequada a renda de uma sociedade, os avanços tecnológicos e a capacidade de consumo de um país, bem como seu protecionismo, já que muitos lugares colocam sobretaxas para produtos importados. Assim como o Big Mac, o iPhone é o mesmo em todo o mundo, mas a diferença é que se trata de um produto com maior valor agregado e que reflete os custos de importação. Além disso, o iPhone é global, vendido ou pelo menos desejado mundialmente. Segundo o UBS, ele é um dos produtos mais procurados no mundo desde 2009.

Para elaborar o índice iPhone, o UBS avaliou a quantidade de horas de trabalho necessárias para que um habitante com salário médio conseguisse comprar o modelo 4S de 16GB. Considerando o salário médio do Brasil, um morador da cidade de São Paulo precisa trabalhar 106 horas para comprar um celular da Apple, a 43ª cidade no ranking. No Rio de Janeiro, são necessárias 160 horas para o telefone o que lhe coloca na 53ª posição.

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A cidade em que o iPhone pode ser comprado mais rapidamente é em Zurique (Suíça), lá em apenas 22 horas um morador consegue reunir renda suficiente para adquirir o aparelho. O índice foi um dos parâmetros elaborados para o estudo “Preços e Ganhos” divulgado neste mês pelo UBS. A pesquisa avaliou o poder aquisitivo de 72 cidades ao redor do mundo para descobrir quais são os locais mais caros de se viver.

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No ranking geral, São Paulo é a 44ª cidade mais cara do mundo, seguida do Rio de Janeiro. Em ambas as cidades, o custo de vida é 40% menor do que o de Nova York (utilizado como parâmetro de comparação). A cidade mais cara é Oslo, na Noruega, onde o custo de vida é 16% maior que o nova-iorquino (lá, um iPhone pode ser comprado com 36 horas de trabalho).

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