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Decisão foi motivada pela diminuição do risco de não aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência; patamar da taxa é o menor desde 1986

Em maio, o BC interrompeu a sequência de quedas da Selic e a manteve em 6,5%, surpreendendo o mercado financeiro
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Em maio, o BC interrompeu a sequência de quedas da Selic e a manteve em 6,5%, surpreendendo o mercado financeiro

Pela sexta vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou a taxa de juros básicá da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano na última reunião do órgão do ano, que terminou no fim da tarde desta quarta-feira (12). A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

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Com a decisão, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do BC em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que chegassem a 6,5% em março de 2018.

Em comunicado, o Copom informou que aumentou a possibilidade de a  inflação ser mantida em níveis baixos e que diminuiu o risco da não aprovação de reformas estruturais. Segundo a nota, o cenário internacional continua desafiador para os países emergentes, com a possibilidade de alta dos juros em países desenvolvidos e de agravamento de tensões comerciais.

Em maio, o BC interrompeu a sequência de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.

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A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA acumula 4,05% nos 12 meses terminados em novembro, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. Apenas em novembro, o índice ficou negativo em 0,21%, a menor taxa para o mês desde 1994.

Inflação

De 2016 a 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão, da queda do dólar e da supersafra de alimentos
Shutterstock
De 2016 a 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão, da queda do dólar e da supersafra de alimentos

No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo BC, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2018 em 4,4%. De acordo com o último  Boletim Focus , pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo banco, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,71%.

Do fim de 2016 ao final de 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Os índices haviam voltado a cair no início deste ano, afetados pela demora na recuperação da economia, mas subiram depois da greve dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado, e por causa da alta do dólar nos últimos meses.

Selic baixa, crédito alto

A redução da Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo
Pixabay/Reprodução
A redução da Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo

A redução da Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. No último Relatório de Inflação, o BC projetava crescimento da economia de 1,4% para 2018, estimativa revista para baixo ao longo do ano. Os analistas econômicos ouvidos pelo Focus, por sua vez, preveem crescimento de 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

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A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reduzi-la, o Copom enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic , a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.


*Com informações da Agência Brasil

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