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Decisão vem em conjunto com a divulgação dos resultados da empresa no 3º trimestre deste ano; rede de livrarias quase dobrou seu prejuízo desde 2017

Segundo Henrique Dau Cugnasca, diretor financeiro da Saraiva, os produtos de tecnologia serão oferecidos aos consumidores por meio de um marketplace próprio
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Segundo Henrique Dau Cugnasca, diretor financeiro da Saraiva, os produtos de tecnologia serão oferecidos aos consumidores por meio de um marketplace próprio

Em meio a uma reestruturação financeira e operacional, a rede de livrarias Saraiva anunciou que deixará de vender produtos de tecnologia – como smartphones e computadores, por exemplo – e se dedicará mais ao segmento editorial. A informação foi divulgada nesta terça-feira (13) durante uma teleconferência entre a diretoria e analistas da empresa.

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Segundo Henrique Dau Cugnasca, diretor financeiro da Saraiva , os produtos de tecnologia demandam mais investimentos e capital de giro, e por isso serão oferecidos aos consumidores por meio de um marketplace próprio. "A mudança faz parte do esforço da empresa para se concentrar no mercado editorial", comentou.

O anúncio da decisão vem junto com a publicação dos resultados – ruins – registrados no terceiro trimestre deste ano. Segundo o balanço divulgado pela Saraiva em seu site corporativo, o prejuízo líquido da rede quase dobrou em relação a 2017, passando de R$ 33,4 milhões para R$ 66,6 milhões no período.

No fim do mês passado, a empresa ainda registrou queda de 17,1% na receita líquida, que saiu de R$ 374,2 milhões em 2017 para R$ 310,3 milhões em 2018. No período, o EBITDA, relativo ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em menos R$ 49,4 milhões, número 90,6% maior do que o resultado negativo observado um ano antes.

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No terceiro trimestre de 2018, ainda de acordo com a demonstração de resultados divulgada, o lucro bruto da Saraiva ficou em R$ 81,2 milhões. O valor é 33,5% menor do que o registrado no mesmo período de 2017 (R$ 122 milhões).

Lojas fechadas

No último dia 29 de outubro, a Saraiva anunciou o fechamento de 20 lojas espalhadas pelo Brasil. Segundo a empresa, a decisão foi motivada pelos
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No último dia 29 de outubro, a Saraiva anunciou o fechamento de 20 lojas espalhadas pelo Brasil. Segundo a empresa, a decisão foi motivada pelos "desafios econômicos e operacionais do mercado"

No último dia 29 de outubro, a Saraiva anunciou o fechamento de 20 lojas espalhadas pelo Brasil. Segundo a empresa, a decisão foi motivada pelos "desafios econômicos e operacionais do mercado", além dos indicadores "que retratam uma mudança na dinâmica do varejo".

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Em nota, a Saraiva informou que a iniciativa reflete um esforço da rede em obter rentabilidade e ganho de eficiência operacional "dentro de uma estrutura mais enxuta e dinâmica". A empresa, que ainda mantém 84 unidades em funcionamento, afirmou que pretende fortalecer o seu e-commerce , que hoje representa 38,4% de todo o seu negócio.

Livraria Cultura

A situação da Livraria Cultura é mais grave que a da Saraiva: hoje, a empresa criada por Eva Herz em 1947 já acumula dívidas de R$ 285,4 milhões, a maior parte com fornecedores e bancos
Reprodução/Facebook
A situação da Livraria Cultura é mais grave que a da Saraiva: hoje, a empresa criada por Eva Herz em 1947 já acumula dívidas de R$ 285,4 milhões, a maior parte com fornecedores e bancos

No último dia 24 de outubro, a Livraria Cultura , uma das mais tradicionais do mercado, entrou com um pedido de recuperação judicial. Em nota, a empresa justificou a decisão pelo cenário econômico nacional adverso e pela crise no setor, que, segundo a companhia, encolheu 40% desde 2014.

"Infelizmente, após quatro anos de recessão, o cenário geral no país não apresenta sinais claros de melhoria", escreveu a empresa. "Com essa medida visamos normalizar compromissos firmados com nossos fornecedores, preservando a saúde da empresa criada, a manutenção de empregos e gerando mais estímulo para crescer".

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A situação da Livraria Cultura, porém, é mais grave que a da  Saraiva . Hoje, a empresa criada por Eva Herz em 1947 já acumula dívidas de R$ 285,4 milhões, a maior parte com fornecedores e bancos.

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