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No segundo trimestre deste ano, a rede de livrarias teve prejuízo 126,5% maior do que em 2017; empresa pretende investir mais em seu e-commerce

Em nota, a Saraiva informou que a iniciativa reflete um esforço da rede em obter rentabilidade e ganho de eficiência operacional
Divulgação
Em nota, a Saraiva informou que a iniciativa reflete um esforço da rede em obter rentabilidade e ganho de eficiência operacional "dentro de uma estrutura mais enxuta e dinâmica"

Nesta segunda-feira (29), a rede de livrarias Saraiva anunciou que fechará 20 lojas espalhadas pelo Brasil. Segundo a empresa, que não confirmou a relação de unidades fechadas, a decisão foi motivada pelos "desafios econômicos e operacionais do mercado", além dos indicadores "que retratam uma mudança na dinâmica do varejo".

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Em nota, a Saraiva informou que a iniciativa reflete um esforço da rede em obter rentabilidade e ganho de eficiência operacional "dentro de uma estrutura mais enxuta e dinâmica". A empresa, que ainda mantém 84 unidades em funcionamento, afirmou que pretende fortalecer o seu e-commerce, que hoje representa 38,4% de todo o seu negócio.

No segundo trimestre desse ano, a Saraiva teve prejuízo de R$ 37,6 milhões – 126,5% a mais do que o resultado negativo registrado no mesmo período de 2017 (R$ 16,6 milhões). Entre abril e junho, a receita líquida da empresa somou R$ 364,5 milhões, sendo R$ 227,9 milhões (-4,1% em relação a 2017) com as vendas em lojas e R$ 136,5 milhões (+2,9%) com o e-commerce.

Saraiva não é a única

O problema da Saraiva atinge todo o mercado editorial brasileiro: no último dia 24, a Livraria Cultura, uma das mais tradicionais do setor, entrou com um pedido de recuperação judicial
Reprodução/Facebook
O problema da Saraiva atinge todo o mercado editorial brasileiro: no último dia 24, a Livraria Cultura, uma das mais tradicionais do setor, entrou com um pedido de recuperação judicial

O mercado editorial brasileiro vive umas das piores crises de sua história. No último dia 24, a Livraria Cultura, uma das mais tradicionais do setor, entrou com um pedido de recuperação judicial. Em nota, a empresa justificou a decisão pelo cenário econômico nacional adverso e pela crise no mercado editorial, que, segundo a companhia, encolheu 40% desde 2014.

"Infelizmente, após quatro anos de recessão, o cenário geral no país não apresenta sinais claros de melhoria", escreveu a empresa. "Com essa medida visamos normalizar compromissos firmados com nossos fornecedores, preservando a saúde da empresa criada, a manutenção de empregos e gerando mais estímulo para crescer".

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A situação da Livraria Cultura, porém, é mais grave que a da Saraiva . Hoje, a empresa criada por Eva Herz em 1947 já acumula dívidas de R$ 285,4 milhões, a maior parte com fornecedores e bancos.

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