Lula em plataforma da Petrobras
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Lula em plataforma da Petrobras

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (3) que pretende acabar com a política de paridade preços da Petrobras que obriga a empresa a repassar reajustes ao consumidor conforme o mercado internacional.

"Nós não vamos manter o preço da gasolina dolarizado. É importante que o acionista receba seus dividendos quando a Petrobrás der lucro, mas eu não posso enriquecer o acionista e empobrecer a dona de casa que vai comprar um quilo de feijão e paga mais caro por causa da gasolina", disse em entrevista à Rede RDR do Paraná.

"O governo é assim: tem que governar para todos, mas tem que priorizar os que mais necessitam", completou Lula.

Só no ano passado, a Petrobras pagou R$ 62 bilhões em dividendos, enquanto a  gasolina e o diesel subiram quase 80% em 12 meses.

À frente nas pesquisas de intenção de voto, Lula tenta trazer par si a responsabilidade pela redução no preço dos combustíveis enquanto o presidente Jair Bolsonaro desiste de investir em uma PEC (Proposta de emenda Constitucional)  para reduzir o preço dos combustíveis e da conta de luz.

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Outros pré-candidatos também exibiram seus planos para a Petrobras. Ciro Gomes disse que também pretende acabar com a paridade internacional, além de recomprar ações da empresa. O ex-juiz  Sérgio Moro revelou a intenção de privatizar a companhia.

O Congresso Nacional retomou os trabalhos ontem e mira a redução dos combustíveis. 

Com promessa para ser votado ainda em fevereiro, o  PL 1.472/2021 promete ser uma solução para conter a disparada nos preços dos combustíveis. O relator da medida, senador Jean Paul Prates (PT-RN), disse que quer que seja criada uma "conta de compensação" para "tirar de quem ganhou excepcionalmente" com o aumento nos preços. 

Se regulamentada, pode acarretar uma diminuição potencial de R$ 3 no preço final do diesel e da gasolina e até R$ 20 no botijão de gás de 13kg. 


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