Gasolina e diesel sobem quase 80% em 12 meses após novo aumento
Sophia Bernardes
Gasolina e diesel sobem quase 80% em 12 meses após novo aumento

O preço médio da gasolina vendida nas refinarias da Petrobras aumentou 68% entre janeiro e dezembro de 2021, enquanto o diesel S-10 ficou 65% mais caro. Com os novos reajustes, de 4,85% e 8,08% , consecutivamente, que começaram a vigorar nesta quarta-feira (dia 12), a alta da gasolina no período de um ano chega a 76% e a do diesel a 79%.

Os cálculos são do Observatório Social da Petrobras (OSP), com base nos comunicados divulgados pela companhia de janeiro de 2021 até agora. O levantamento mostra que, somente no ano passado, a gasolina sofreu 11 aumentos e cinco reduções de preços. Com o novo reajuste, o primeiro de 2022, são 12 elevações.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina comum em todo o país, na primeira semana do ano, ainda sem os efeitos da aplicação do novo reajuste, foi de R$ 6,596. O preço máximo chegou a R$ 7,899. No Estado do Rio, o preço médio verificado pela ANP foi de R$ 7,133, e o máximo de R$ 7,899.

Com relação ao diesel S-10, ao longo de 2021, foram nove aumentos e três reduções de preços. Somando com o último reajuste, são dez aumentos em 12 meses.

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Segundo o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), os recordes de preços da gasolina e do diesel S-10 foram atingidos em novembro do ano passado.

“De lá pra cá, não houve reajuste no diesel e o preço da gasolina chegou a diminuir nas refinarias, o que aliviou a inflação dos combustíveis no fim do ano. Essa trégua se deu, unicamente, por conta da Ômicron (nova variante da Covid-19), que fez o preço internacional do barril de petróleo cair drasticamente nos últimos meses do ano”, afirma.

Neste mês de janeiro, de acordo com Dantas, o valor do barril já voltou aos patamares de outubro e novembro, acima de US$ 80, período em que o preço de todos os derivados de petróleo no Brasil chegou aos maiores valores reais de suas séries históricas.

Alta acima da inflação

Desde que o PPI (Preço de Paridade de Importação) foi implementado, em 2016, no governo de Michel Temer, os combustíveis vendidos no Brasil acumulam uma alta muito acima da inflação. Nos últimos cinco anos, a gasolina para o consumidor final registrou um aumento real (considerando a inflação) de 42%, com reajuste nominal (sem ajuste da inflação) de 82%, e o litro do diesel S-10 superou a inflação em 35% e teve crescimento nominal de 73%.

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