Em 2018, greve dos caminhoneiros levou a uma alta da inflação
Reprodução: iG Minas Gerais
Em 2018, greve dos caminhoneiros levou a uma alta da inflação

Em 2018,  os dez dias de greve dos caminhoneiros puderam ser sentidos na economia do país. A paralisação, que teve início no dia 21 de maio daquele ano, levou a uma alta da inflação, que passou de 0,4% para 1,26% no mês seguinte. Agora, o receio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é de que o mesmo possa ocorrer em 2021, com os novos protestos .

Há três anos, a inflação encerrou o ano em 3,75%. Em 2021, no acumulado até julho, ela já está em 8,99%. A grande preocupação é a de que o bloqueio nas estradas possa causar uma quebra na cadeia de abastecimento do país. Com menos produtos disponíveis, os preços ficam mais caros. Esse, inclusive, foi um dos argumentos de Bolsonaro para pedir a dispersão dos manifestantes na última quarta-feira (8). Um novo aumento inflacionário seria extremamente prejudicial para a popularidade do governo.

Vale lembrar que a última greve dos caminhoneiros, ainda no Governo Temer, aconteceu em 24 estados e no Distrito Federal. Os grevistas protestavam, sobretudo, contra os reajustes crescentes no preços dos combusítiveis, principalmente do óleo diesel. Na época, isso provocou a indisponibilidade de alimentos e remédios ao redor do país. Além disso, aulas foram suspensas, a frota de ônibus foi reduzida, e voos foram cancelados em várias cidades.

Entenda a nova greve dos caminhoneiros

Na manhã da última quarta-feira (8), um dia após os atos pró-Bolsonaro em 7 de setembro, caminhoneiros autônomos iniciaram paralisações em pelo menos 15 estados brasileiros. A revindicação dos manifestantes bolsonaristas é a destituição de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em especial Alexandre de Moraes.

Em resposta, Bolsonaro gravou um áudio solicitando a dispersão dos grevistas . "Fala para os caminhoneiros aí, são nossos aliados, mas esses bloqueios aí atrapalham a nossa economia, isso provoca desabastecimento, inflação. Prejudica todo mundo, especialmente os mais pobres. Então dá um toque aí nos caras, se for possível, para liberar, tá ok, para a gente seguir a normalidade”, pediu o presidente.

Apesar disso, o bloqueio das rodovias continua na manhã desta quinta-feira (9) . Segundo matéria divulgada pelo G1, há protestos em SC, RS, PR, ES, MT, GO, BA, MG, TO, RJ, RO, MA, RR, PE e PA. Também acontecem manifestações no Estado de São Paulo.

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