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Reprodução/Globonews
Anunciado na segunda-feira, Renda Cidadã apresentado já caiu por terra e é cercado de dúvidas

A dificuldade para encontrar uma fonte de recursos para tirar do papel o Renda Cidadã, que vai substituir o Bolsa Família , deve fazer com que o martelo sobre o novo programa social só seja batido efetivamente após as eleições municipais de novembro, que ganham cada vez mais o noticiário.

O impasse em torno do lançamento do  Renda Cidadã fez até com que o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) defendesse a criação de um imposto para bancar os custos e deixar essa despesa de fora da regra que limita o avanço dos gastos públicos, o chamado teto de gastos. Mourão também descartou o uso de precatórios e do Fundeb, se referindo a essa proposta como "página virada" .

A ideia do governo para bancar o Renda Cidadã, que será mais caro do que o Bolsa Família - já que o grande motivo da criação do programa é aumentar o número de assistidos socialmente pelo governo federal, no que o ministro da Economia, Paulo Guedes , chama de "aterrisagem suave" após o final do auxílio emergencial - era usar recursos de precatórios e 5% do Fundeb, o fundo da educação básica . Na prática, poderia significar cortar da educação e de  aposentadorias para bancar um aumento de gastos sociais.

Embora ainda não confirme oficialmente, as declarações indicam que o governo não deve seguir com essa linha e procura novas formas de viabilizar o Renda Cidadã sem ferir o teto de gastos. Em  entrevista ao iG nesta quinta, o economista William Ricardo de Sá sugeriu a junção de programas sociais para bancar o projeto, como o governo já chegou a cogitar no Renda Brasil , mas desistiu após reação negativa e o presidente Jair Bolsonaro vetou as discussões do programa , que agora, com reformulações, será o Renda Cidadã, ainda cercado por indefinições e incertezas.

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