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Marcos Corrêa/PR - 1.9.20
Presidente Jair Bolsonaro confirmou que auxílio emergencial terá mais quatro parcelas de R$ 300 após reunião

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira (1º), após reunião com ministros e líderes do Congresso, que o  auxílio emergencial será prorrogado até o final do ano. O benefício terá quatro novas parcelas de R$ 300.

"Agora resolvemos prorrogá-lo [o auxílio emergencial ] por medida provisória até o final do ano. O valor definido agora há pouco é um pouco superior a 50% do Bolsa Família. R$ 300 reais", anunciou Bolsonaro, que ainda disse que o valor é menor do que os atuais R$ 600, mas "atende" o que se espera de um programa emergencial.

"O valor como tínhamos dizendo, R$ 600 é muito para quem paga, no caso o Brasil. Podemos dizer que não é um valor suficiente muitas vezes para todas as necessidades. Mas basicamente atende", defendeu o presidente.

Também presente no anúncio, o ministro da Economia, Paulo Guedes , ressaltou o fato de a ampliação do auxílio não excluir parte dos beneficiários, como chegou a ser estudado. Segundo Guedes, Bolsonaro "não deixou ninguém para trás" nas quatro novas parcelas de R$ 300.

Para quem começou a receber em abril, mês de início do pagamento do auxílio, a cobertura com as quatro novas parcelas de R$ 300 serão suficientes para que o benefício dure até o final deste ano. Quem começou a receber depois de abril também terá direito a mais quatro parcelas, e deverá seguir recebendo no início de 2021.

Criado para atender os mais afetados pela crise econômica provocada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), que são os trabalhadores informais, contribuintes individuais,  desempregados que não recebem seguro-desemprego e a população de baixa renda, o auxílio tem mais de 66 milhões de beneficiários e foi essencial para minimizar a queda da economia brasileira, apesar de o segundo trimestre ter tido retração de 9,7%, a maior desde 1996 , segundo divulgação feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça.

Inicialmente, o auxílio emergencial teria três parcelas de R$ 600 e iria somente até julho. Com a crise persistindo e durando muito além do esperado, o governo se viu obrigado e pressionado a ampliar o benefício, mas viu como solução cortar o valor pago, já que, segundo as contas do Executivo, cada parcela do auxílio com o valor original de R$ 600 - e  R$ 1.200 para mulheres chefes de família, que recebem cota dupla - custa aos cofres públicos cerca de R$ 50 bilhões .

Nos últimos meses, tanto o presidente quanto Guedes vem defendendo que o benefício é muito caro e que precisaria de corte caso fosse ampliado, como será. Bolsonaro chegou a dizer que o auxílio "não é aposentadoria" , direcionando crítica a quem defendia a ampliação com o valor original de R$ 600.

Além da prorrogação do auxílio emergencial, Bolsonaro falou também sobre a reforma administrativa . Deixada de lado nos últimos meses, a proposta que diz buscar o corte de "privilégios" de servidores públicos deve ser enviada ao Congresso nesta quinta-feira (3), segundo o presidente.

"Que fique bem claro, não atingirá nenhum dos atuais servidores . Ela [reforma administrativa] se aplicará apenas aos futuros servidores concursados", garantiu Bolsonaro.

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