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Divulgação
Usuários do Nubank relataram 'sumiço' do auxílio emergencial de suas contas, e instituição diz que culpa é da Caixa

Após usuários do aplicativo de pagamentos digitais PicPay se desesperarem e  relatarem 'confisco' do auxílio emergencial em suas contas nesta terça-feira (7), nesta quarta-feira (8) ocorre o mesmo com alguns beneficiários do auxílio com conta no Nubank, banco digital.

Segundo os usuários, recursos transferidos do aplicativo oficial do auxílio emergencial, o Caixa Tem, teriam sumido das contas do PicPay e do Nubank . As duas instituições privadas dizem que a culpa para o 'sumiço' do dinheiro é do sistema da Caixa, sobrecarregado por conta do grande número de pessoas acessando, além do auxílio emergencial, o novo saque do FGTS .

Nesta semana, antes dos casos envolvendo PicPay e Nubank, beneficiários do auxílio e do FGTS emergenciais já reclamavam de problemas no aplicativo Caixa Tem, que apresentava lentidão e tinha longa fila virtual  para os que conseguiam acessar o sistema. Segundo a Caixa, o aplicativo "está disponível 24 horas por dia, durante os sete dias da semana", mas "devido à magnitude de acessos — de, em média, 500 mil usuários por hora — pode ocorrer intermitência momentânea em alguns serviços".

Confira algumas reclamações a PicPay e Nubank no Twitter

Tanto PicPay como o Nubank garantem, portanto, que o dinheiro não sumiu, mas houve atraso da transferência por conta desses problemas com o Caixa Tem . Porém, as resoluções das duas fintechs são diferentes. Enquanto o PicPay minimizou o ocorrido e pediu que os usuários afetados tentem de novo para conseguir ter acesso ao dinheiro, o Nubank suspendeu as devoluções à Caixa e diz ter revertido os valores aos seus clientes, que já teriam recebido os valores de volta a suas contas.

A ideia de transferir o dinheiro do auxílio da conta digital da Caixa para a de outras instituições não infringe o regulamento do pagamento do auxílio e pode ser feita normalmente para bancos digitais, como o Nubank, pelo Mercado Pago e o PagSeguro, por exemplo, além do PicPay. Para sacar o dinheiro do auxílio antes, basta emitir um boleto no próprio nome no Caixa Tem e enviar os R$ 600 - ou outros valores - para onde desejar. Na prática, o boleto no próprio nome e a transferência digital é uma  forma de 'driblar' o espaçado calendário de saques do auxílio que foi definido pela Caixa.

Procurados pelo iG, PicPay e Nubank emitiram notas explicando os 'sumiços' e atribuindo os problemas à Caixa, que não respondeu até a publicação desta reportagem.

Confira os posiconamentos de PicPay e Nubank, respectivamente:

"Desde o início da distribuição do auxílio emergencial, mais de 2,9 milhões de usuários concluíram a transferência do benefício para o PicPay com sucesso. Por instabilidade do sistema do Caixa TEM, um pequeno percentual das transações entre o aplicativo e o PicPay não é concluído. Nesses casos, o usuário deve fazer nova tentativa. Se a Caixa tiver debitado o valor utilizado para a transferência, o estorno deverá ser realizado pelo próprio banco" , explica o PicPay.

"Assim que informado pela CEF [Caixa Econômica Federal] sobre a situação, o Nubank, agindo de boa fé, comunicou seus clientes sobre o equívoco e, seguindo as recomendações da CEF, iniciou o processo de estorno dos valores excedentes de volta para o banco estatal" , diz o Nubank, que acrescenta afirmando que aguarda explicações da Caixa sobre o ocorrido.

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