Nubank
Divulgação
Bancos digitais são a solução para as tarifas bancárias galopantes?

As tarifas bancárias, taxas cobradas pelas instituições financeiras, tem vida própria no Brasil. Embora a situação inflacionária esteja controlada no País, as cobranças feitas pelos bancos chegaram a subir até 12 vezes acima da inflação entre abril de 2017 e março de 2019, de acordo com levantamento do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

Na média, a alta foi de 14%, enquanto a inflação do período ficou em 7,45%. Não bastasse a cobrança excessiva, há falta de transparência. Em muitos casos, o brasileiro sequer sabe quanto paga em tarifas.

Leia também: O que fazer com os R$ 500 do FGTS: pagar dívida, deixar parado ou gastar?

Quem tem conta em banco no Brasil – poupança, corrente, salário, de investimento ou de pagamento – tem em média 3,7 contas abertas, o que contribui para a pouca informação sobre a quantia paga em tarifas .

Segundo pesquisa do Ibope Inteligência divulgada em julho deste ano, somente 49% dos brasileiros sabem dizer exatamente quanto pagam em tarifas.

O Idec destaca que, no período abordado pela pesquisa sobre as tarifas (abril de 2017 a março de 2019) dos principais bancos do País – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander –, todos reajustaram mais da metade dos seus serviços (dentre os 20 mais utilizados pelos consumidores) acima da inflação .

A desinformação, somada à complexidade das cobranças, faz com que o brasileiro pague muito aos bancos em taxas.

Como alternativa a isso, os bancos digitais buscam eliminar taxas, reduzir a burocracia e simplificar as cobranças. Especialmente entre a população mais jovem, o sucesso só aumenta.

De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), entre os consumidores que usaram cartão de crédito nos últimos 12 meses, 21% já adotaram cartões de crédito ligados a bancos digitais e fintechs (startups voltadas para o mercado financeiro).

O levantamento aponta que, para 54% dos que têm conta em bancos digitais, os principais atrativos para a escolha do serviço foram a isenção de anuidade e juros e taxas mais baixas em relação às instituições tradicionais.

Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, explica que “o consumidor se tornou mais exigente à medida que passou a ter controle sobre como e quando terá acesso a determinados produtos”.

Segundo ele, esse cenário “levou à popularização dos bancos 100% digitais, os quais têm como apelo a oferta de serviços com mais eficiência e melhores taxas”, explica.

Leia também: Startups oferecem oportunidades de emprego em diferentes áreas pelo Brasil; veja

Bancos digitais são o futuro?

Além da facilidade gerada pelo fim dos deslocamentos até as agências, os bancos digitais não têm como hábito cobrar as tradicionais tarifas mensais , e são aplicadas taxas mais baixas para serviços fora do pacote contratado em relação às instituições financeiras mais conhecidas.

De acordo com levantamento feito pelo professor Joelson Sampaio, coordenador do curso de Economia da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo (EESP/FGV), e solicitado pelo jornal O Estado de S. Paulo , o cliente de contas tradicionais paga em média R$ 180 por ano para manter a conta corrente funcionando, além das taxas para serviços não incluídos nos pacotes.

Segundo ele, é clara a vantagem financeira nos bancos digitais para quem faz poucas transações financeiras , podendo cair pela metade o valor “desperdiçado” com os serviços oferecidos pelo banco. No Brasil, os bancos digitais costumam não cobrar as tarifas de manutenção, mas normalmente há um limite menor para transações gratuitas.

Leia também: Calote da dívida argentina afeta economia do Brasil? Entenda

Confira as tarifas das principais instituições financeiras digitais do País


    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários