wagner rosário, ministro da cgu
Marcos Corrêa/PR - 9.6.2020
Wagner Rosário, ministro da CGU, disse que pessoas com ordem de prisão pediram auxilio emergencial

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, disse nesta terça-feira (9) que o órgão identificou, entre as fraudes do auxílio emergencial, pessoas com ordem de prisão que estavam na fila para receber o benefício.

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"Já deflagramos sete operações diretas, com outros órgãos de defesa do Estado, Polícia Federal, Ministério Público, e mais cinco relatórios de inteligência produzidos pela CGU serviram de base para outros trabalhos, que nós não participamos completamente, mas participamos com informação de inteligência para que esses trabalhos acontecessem, inclusive trabalhos que vêm identificando pessoas que estão com mandado de prisão em aberto e estão solicitando o benefício", disse Rosário, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto.

No fim de maio, a CGU já havia informado que havia flagrado ao menos 160 mil fraudes, inclusive sócios de empresas com funcionários, donos de embarcações e pessoas com domicílio fora do Brasil na lista para receber o auxílio . Segundo reportagem do "Fantástico", da Rede Globo, 11 dos 22 crimonosos mais procurados do país chegaram a figurar na lista de beneficiários .

Fraudes chegaram a 206 mil

Nesta terça, Rosário afirmou que o número de fraudes no auxílio chegou a 206 mil. O ministro disse, no entanto, que, em uma segunda contagem, a quantidade de fraudadores caiu para 30 mil. Ou seja, 176 mil beneficiários irregulares teriam sido excluídos do programa.

"Na primeira vez, identificamos 206 mil casos. Já na segunda rodada, já caiu para 30 mil, demonstrando que muitas das irregularidades estão sendo sanadas durante o pagamento", disse.

O auxílio emergencial foi criado em abril e é voltado para trabalhadores informais e autônomos com renda familiar de até R$ 3.135. Pessoas com emprego formal ou servidores públicos não podem receber o benefício.

Além do balanço da CGU , o Tribunal de Contas da União (TCU) já identificou indícios de fraudes no programa. De acordo com a Corte, há risco de que 8,1 milhões de pessoas tenham se cadastro para receber o benefício de forma irregular . Ao mesmo tempo, cerca de 2 milhões que deveriam ter acesso à ajuda não conseguiram receber, de acordo com estimativa preliminar do órgão.

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