Brasil Econômico

paulo guedes, ministro da economia
José Cruz/Agência Brasil
Ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda reformular o Bolsa Família e incluir trabalhadores informais

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (9), em reunião ministerial em Brasília com a presença do presidente Jair Bolsonaro e os demais chefes de ministérios, que deve reformular o programa Bolsa Família e criar o "Renda Brasil", que incluiria trabalhadores informais, que hoje recebem o auxílio emergencial de R$ 600 . Guedes não detalhou o novo programa de transferência de renda, mas citou o trabalho do governo para criá-lo após o fim do pagamento do auxílio.

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Nesta segunda, o ministro da Economia já havia se encontrado com líderes de partidos para citar a ideia do governo de incluir os beneficiários do auxílio emergencial em um novo programa do Bolsa Família, segundo deputados ouvidos pelo GLOBO . A iniciativa ainda está sendo formulada pelo governo. Valores sobre o benefício e custo para o Orçamento não foram detalhados pelo ministro.

Guedes disse na véspera, segundo deputados, que há pessoas em faixa de renda intermediária no Brasil que nenhum governo havia identificado e cadastrado. O ministro fez um breve histórico do Bolsa Família , programa voltado para a extrema pobreza, e argumentou ser necessária uma reformulação.

A faixa que não vive na miséria, mas "não tem uma condição boa" poderia ser atendida pelo programa. Isso estimularia essas pessoas a progredir e a ter uma colocação melhor no mercado de trabalho. O benefício seria a complementação da renda desses trabalhadores.

Ainda de acordo com deputados ouvidos pelo GLOBO , Guedes estava otimista. Ele afirmou que o Brasil "está superando" a crise do desemprego de forma melhor do que os Estados Unidos . Ele citou números e ressaltou, no entanto, que sua conclusão só pode ser feita se houver uma análise "proporcional".

A reunião com Guedes foi marcada pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Participaram líderes de partidos do centrão , como PP, PL, PSD e Republicanos, além dos ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Apesar de servir para orientar a nova "base do governo", também estavam presentes líderes de partidos que se dizem "independentes", como DEM, MDB e Podemos.

Ministros e parlamentares escutaram ainda a defesa de Guedes a projetos prioritários do governo, como medidas provisórias que devem ser votadas pelo Congresso. Guedes falou sobre o cenário da retomada na economia e a necessidade de investimentos em infraestrutura. Admitiu que a pandemia pegou o governo de surpresa.

Durante duas horas, além de falar, Guedes ouviu perguntas de parlamentares sobre projetos em tramitação no Congresso.

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