Emprego com carteira assinada voltou a subir depois de quatro anos de queda
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Emprego com carteira assinada voltou a subir depois de quatro anos de queda

O grupo de trabalhadores com carteira assinada no setor privado teve uma adição de 480 mil pessoas no trimestre encerrado em abril, subindo pela primeira vez em quatro anos em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse grupo caiu por 13 trimestres seguidos e, nos últimos três, havia ficado estável. Ao todo, 33,1 milhões de pessoas estavam empregadas com carteira no País, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

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"São dados que mostram uma reação do mercado de trabalho", avalia o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. A pesquisa revela também uma queda da taxa de desemprego, que passou de 12,7% a 12,5%, atingindo 13,2 milhões de brasileiros .

Também nesta semana, foi divulgado pelo IBGE que a economia brasileira recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2019 . O desemprego alto é uma das razões para o Produto Interno Brasileiro (PIB) ter apresentado um desempenho ruim, segundo a avaliação.

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Na semana passada, a Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia divulgou que, em abril, o mercado de trabalho formal voltou a gerar vagas. Foram criados 129,6 mil empregos com carteira. Este é o melhor resultado para o mês desde 2013, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Se considerada toda a população ocupada (92,4 milhões), ela teve adição de quase dois milhões de pessoas em relação há um ano. Esse aumento se deu principalmente no grupo dos trabalhadores por conta própria, responsável por praticamente metade (48%) dessas vagas, no emprego com carteira (25% dessas vagas) e no sem carteira no setor privado (20%), explica Azeredo.

O grupo dos que atuam por conta própria, estimado em 24 milhões de pessoas, ganhou quase um milhão de trabalhadores em um ano, principalmente no serviço como motorista de aplicativo de transporte e entrega (239 mil trabalhadores). Também cresceu o número de autônomos corretores do setor financeiro e que trabalham com serviços de beleza.

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Ainda que a população ocupada tenha tido uma alta expressiva, as vagas geradas não foram suficientes para reduzir o total de desempregados do Brasil, que permanece em 13,2 milhões, número próximo ao registrado no trimestre encerrado em abril do ano passado, quando 13,4 milhões de pessoas estavam desocupadas.

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