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Aumento nos postos seguiu alta nas refinarias, que também registraram maior valor médio em quatro meses, com o litro comercializado a R$ 1,8326

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Preço da gasolina atingiu a média de R$ 4,36, o maior valor desde novembro de 2018

O preço da gasolina atingiu o maior valor desde novembro do ano passado, tanto nas refinarias quanto nos postos. Enquanto o preço pago pelo consumidor direto na bomba chegou à média de R$ 4,362, nas refinarias o valor médio atingiu R$ 1,8326, após o último aumento, de 1,5%.

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Os dados, compilados pelo AE-Taxas, são do balanço semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e abrangem o período entre 24 a 30 de março. O maior preço da gasolina da última semana foi de R$ 5,988, no Rio de Janeiro, e o mínimo de R$ 3,599, em São Paulo.

Em todo o Brasil, 12 estados tiveram a gasolina comercializada por um preço médio inferior ao valor nacional. São eles: Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. O menor preço médio é visto em Roraima (R$ 3,978).

Os aumentos podem chegar a pressionar a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), repetindo o que foi visto no ano passado, sobretudo no período que antecedeu a greve dos caminhoneiros . Um dos fatores que impulsiona o aumento de preço da gasolina é a desvalorização do real frente ao dólar. Na última semana, em função de incertezas sobre a reforma da Previdência e tensões políticas, a moeda norte-americana chegou a ultrapassar R$ 4 .

Entre os outros principais combustíveis, os preços médios na última semana pelo País foram de:

  • Etanol – R$ 2,969;
  • Diesel – R$ 3,554; e
  • Gás natural (GNV) – R$ 3,136.

Já o preço médio da gasolina em cada estado brasileiro na última semana foi de:

  • Acre: R$ 4,818;
  • Alagoas: R$ 4,479;
  • Amapá: R$ 3,998;
  • Amazonas: R$ 4,327;
  • Bahia: R$ 4,576;
  • Ceará: R$ 4,563;
  • Distrito Federal: R$ 4,313;
  • Espírito Santo: R$ 4,407;
  • Goiás: R$ 4,312;
  • Maranhão: R$ 4,322;
  • Mato Grosso: R$ 4,478;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 4,066;
  • Minas Gerais: R$ 4,645;
  • Pará: R$ 4,494;
  • Paraíba: R$ 4,045;
  • Paraná: R$ 4,184;
  • Pernambuco: R$ 4,281;
  • Piauí: R$ 4,593;
  • Rio de Janeiro: R$ 4,801;
  • Rio Grande do Norte: R$ 4,418;
  • Rio Grande do Sul: R$ 4,588;
  • Rondônia: R$ 4,524;
  • Roraima: R$ 3,978;
  • Santa Catarina: R$ 4,134;
  • São Paulo: R$ 4,109;
  • Sergipe: R$ 4,423; e
  • Tocantins: R$ 4,510.

Nas últimas semanas, o aumento do valor dos combustíveis chegou a fazer parte de novas reinvindicações de caminhoneiros, que ameaçavam nova paralisação nacional. As três principais demandas da categoria eram: o respeito ao piso mínimo da tabela do frete ; a implantação de mais pontos de parada e descanso; e uma intervenção do Estado para controlar os aumentos no preço do óleo diesel.

O governo, em negociação, anunciou a criação do cartão caminhoneiro , que funcionará como espécie de 'pré-pago' do diesel para a categoria. "Os caminhoneiros que passarem no posto de combustível vão pagar o preço do óleo diesel do dia. Isso é uma vantagem, garante a eles que seu frete não será consumido por possíveis reajuste no preço do óleo diesel [durante uma viagem de fretamento]", disse o presidente Jair Bolsonaro na semana passada, em live no Facebook. De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, Bolsonaro tem um "amor muito grande" pela categoria.