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Presidente também deve fazer um pronunciamento oficial em rádio e TV ou via internet; projeto deve ser entregue ao Congresso na quarta-feira (20)

Presidente Jair Bolsonaro vai pessoalmente até o Congresso Nacional entregar a proposta de reforma da Previdência
Marcos Corrêa/PR
Presidente Jair Bolsonaro vai pessoalmente até o Congresso Nacional entregar a proposta de reforma da Previdência


O presidente Jair Bolsonaro vai entregar pessoalmente a proposta de reforma da Previdência para o Congresso Nacional. A informação foi dada pelo secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, nesta segunda-feira (18). 

Leia também:  Definição sobre reforma da Previdência leva governo à fase de convencimento

"Vai, ele vai levar [o projeto de reforma da Previdência ao Congresso]. Ele vai entregar", afirmou o secretário depois de participar de uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes. A expectativa é de que a proposta seja assinada e entregue já na próxima quarta-feira (20).

Além de confirmar presença no Congresso, Bolsonaro também deve fazer um pronunciamento à população para explicar um pouco mais sobre a proposta de reforma. 

A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), confirmou que o discurso será feito, mas disse que ainda não sabe se será transmitido via rádio e TV ou pela internet, através de uma transmissão ao vivo em suas redes sociais oficiais.

Na última quinta-feira (14),  Marinho anunciou as idades mínimas para a aposentadoria decididas pela equipe econômica do governo e pelo presidente. De acordo com ele, o texto prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Elas devem ser alcançadas dentro de 12 anos, período de transição escolhido por eles.

Marinho destacou ainda que os valores decididos para a  reforma  foram um meio termo encontrado, já que Bolsonaro defendia a diferenciação das idades mínimas, ao contrário de sua equipe. O presidente queria 60 anos para mulheres e 65 para homens, enquanto sua equipe propunha 65 para ambos. Bolsonaro também desejava, um período de transição mais longo do que o decidido (de 20 anos, e não 12).

"Nós conversamos com ele, e o presidente tem sensibilidade. Entendeu também as condições da economia. E fez a distinção do gênero. Ele acha importante que a mulher se aposente com menos tempo de contribuição e trabalho do que o homem e nós conseguimos encurtar um pouco essa questão da transição", declarou o secretário.

Também segundo Marinho, Bolsonaro pediu que, no momento, sejam divulgadas apenas "algumas" informações sobre a  nova Previdência . Outras informações virão a público apenas no dia 20 de fevereiro, quando a proposta for enviada para aprovação do Congresso Nacional .

Reforma da Previdência é "necessidade"

Jair Bolsonaro  e Paulo Guedes defendem a necessidade da reforma da Previdência desde a campanha eleitoral
Valter Campanato/Agência Brasil
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes defendem a necessidade da reforma da Previdência desde a campanha eleitoral


Em entrevista ao Jornal da Record   o presidente voltou a ressaltar a necessidade de se fazer a reforma. Para Bolsonaro, caso o projeto não seja apresentado, o "Brasil quebrará" dentro de quatro ou cinco anos. “Eu não gostaria de fazer a reforma da Previdência , mas sou obrigado a fazer, do contrário o Brasil quebrará em 2022 ou 2023”, afirmou.

Recentemente, em entrevista à agência  Reuters  durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), Paulo Guedes  também voltou a apontar a  reforma como medida fundamental , uma vez que o governo precisa cortar gastos nesse setor. O ministro espera uma economia de cerca de R$ 1 trilhão com a mudança. "É isso ou seguimos [o caminho da] Grécia", alertou o ministro, tomando como exemplo o país europeu que entrou em grave crise em 2009 devido aos gastos com aposentados e pensionistas.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Tesourno Nacional, o rombo da  Previdência  do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) subiu 3,2% em 2018, chegando a  mais de R$ 195 bilhões




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