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Segundo a equipe de transição do governo eleito, os profissionais foram mantidos devido ao seu nível de conhecimento sobre a máquina pública

Oito nomes da equipe atual serão aproveitados no Ministério da Economia de Paulo Guedes e um na diretoria do BC
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Oito nomes da equipe atual serão aproveitados no Ministério da Economia de Paulo Guedes e um na diretoria do BC

O "Superministério" da Economia do governo de Jair Bolsonaro (PSL) nascerá com diversos nomes da gestão atual. Secretários, assessores e até ministros de Michel Temer (MDB) serão aproveitados na equipe do futuro ministro Paulo Guedes. Segundo a equipe de transição, os quadros atuais, a maioria em cargos adjuntos, serão mantidos por causa de seu nível de conhecimento sobre a máquina pública.

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Até agora, oito nomes da equipe econômica atual serão aproveitados no Ministério da Economia de Paulo Guedes e um na diretoria do Banco Central (BC). O levantamento não leva em conta a situação de Ilan Goldfajn, que continuará à frente do BC até a aprovação, pelo Senado, do nome de Roberto Campos Neto, prevista para ocorrer em março.

Braço direito de Guedes no Ministério da Economia, o secretário executivo Marcelo Guaranys atualmente trabalha no Palácio do Planalto, como subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil. De 2011 a 2016, Guaranys foi diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Antes disso, de 2007 a 2010, ocupou a Diretoria de Regulação Econômica da Anac.

Entre os secretários especiais da pasta, o futuro secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior, estava cedido pelo Senado desde 2016, para um cargo de assessor especial no Ministério da Fazenda. Ele também preside o Conselho Fiscal da BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens, subsidiária do Banco do Brasil .

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Responsável por diversos órgãos hoje vinculados à Fazenda e ao Ministério do Planejamento, essa secretaria terá dois nomes da atual equipe econômica reaproveitados no novo governo. O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, será o secretário-geral adjunto da Fazenda. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, foi mantido no cargo.

Receita Federal

No Ministério da Economia de Paulo Guedes, a secretaria especial da Receita Federal será ocupada por Marcos Cintra
Wilson Dias/Agência Brasil
No Ministério da Economia de Paulo Guedes, a secretaria especial da Receita Federal será ocupada por Marcos Cintra

Outra secretaria especial que contará com um nome do governo atual será a da Receita Federal, que será ocupada por Marcos Cintra. Até o fim de novembro, ele era presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Cintra, no entanto, dividia-se, desde meados do ano, entre a Finep e a campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro, sendo aproveitado na equipe de transição.

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O atual número dois do Ministério do Planejamento , o secretário executivo Gleisson Cardoso Rubim, também será aproveitado na equipe de Paulo Guedes. Um dos responsáveis por coordenar a rotina dos servidores públicos federais e por iniciativas para reduzir a manutenção da administração pública, Cardoso será o secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital. A secretaria será comandada por Paulo Uebel, ex-secretário de Gestão da prefeitura de São Paulo.

Banco Central e PGFN

Paulo Guedes escolheu José Levi Mello do Amaral Júnior para chefiar a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)
Wilson Dias/Agência Brasil
Paulo Guedes escolheu José Levi Mello do Amaral Júnior para chefiar a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)

O atual secretário de Política Econômica e de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho de Mello, foi indicado para ocupar a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central. O setor conduz os processos administrativos instaurados pelo BC e acompanha a intervenção e liquidação de outros bancos. Ele entrará no lugar de Sidnei Corrêa Marques, que ficará no cargo até o futuro diretor ser aprovado pelo Senado e tomar posse.

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Responsável por representar o Poder Executivo em questões fiscais e por inscrever contribuintes na dívida ativa da União, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) será chefiada por José Levi Mello do Amaral Júnior. Atual procurador-geral adjunto de Consultoria Tributária e Previdenciária, Amaral Júnior é servidor de carreira da PGFN e foi secretário executivo do Ministério da Justiça na gestão do ministro Alexandre de Moraes , em 2016 e 2017. O futuro procurador-geral teve o apoio do sindicato da categoria.


*Com informações da Agência Brasil

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