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Brasil vai crescer em média 5,5% até 2014, diz Mantega

Ministro da Fazenda diz que expansão econômica é sustentável e que País vive “uma nova era”

Klinger Portella, iG São Paulo |

A economia brasileira deve manter um ritmo acentuado de crescimento nos próximos anos. É o que garante o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que projeta expansão do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem média de 5,5% ao ano entre 2011 e 2014. “O Brasil alcançou um novo patamar de crescimento”, disse, em evento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta segunda-feira, em São Paulo.

Na avaliação do ministro, as projeções de mercado, que apontam para crescimento de 4,5% em 2011, estão pessimistas. “Minha previsão é de 5,5% para 2011 e nos próximos anos”, afirmou. A expectativa do ministro é de que o PIB do segundo trimestre - cujo resultado será divulgado nesta sexta-feira - aponte para expansão entre 0,5% e 1%.

O ministro da Fazenda defendeu que o crescimento econômico do País é sustentável, “porque se faz sem pressões inflacionárias”. “Vamos crescer 6,5%, 7% neste ano, com inflação próxima do centro da meta.” Mantega apontando que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano entre 5% e 5,2% (o centro da meta é de 4,5%).

Segundo Guido Mantega, a economia brasileira vive “uma nova era”. A prova disto, diz ele, é que a economia está em sua “plena normalidade” a pouco mais de um mês das eleições presidenciais. “Esse é um período, em geral, de insegurança, incertezas e temores. Mas, hoje, temos um clima de absoluta tranqüilidade.”

“O Brasil está hoje entre os países mais dinâmicos do mundo. Deixamos a retaguarda e estamos na vanguarda”, continuou Mantega, mostrando que os países da Europa e os Estados Unidos ainda enfrentarão taxas de crescimento baixas pelos próximos anos, como resultado da crise mundial iniciada em 2008.

Mantega atribuiu ao modelo chamado por ele de neodesenvolvimentismo o fato de o Brasil estar bem posicionado no cenário mundial. O ministro destacou que uma das grandes virtudes do modelo é a geração de empregos. Mantega espera que, em 2010, sejam criados 2 milhões de novos postos de trabalho.

Complexo de vira-lata

O ministro apontou o fortalecimento da classe média no Brasil como um dos sinais de que a economia vem se fortalecendo. Entre 2003 e 2010, a classe C subiu de 37% para 54% da população brasileira, com mais de 100 milhões de consumidores. “Podemos dizer que temos um mercado de massa no Brasil”, disse.

Para Mantega, um estado de bem estar social no Brasil está se iniciando, com as classes mais abastadas tendo acesso a bens de consumo, como automóveis, e até acesso à casa própria. Citando o escritor Nelson Rodrigues, Mantega disse que “o brasileiro está superando o complexo de vira-lata”.

Desafios

O ministro da Fazenda listou uma série de desafios que o próximo governo terá de enfrentar para manter o ciclo de crescimento sustentável, na ordem dos 5,5% ao ano. Entre as medidas está a manutenção do investimento em patamares elevados. “Este governo fez uma proposta de PAC, que pode ser implantada ou não, com investimentos entre 2011 e 2014 de R$ 955 bilhões e mais R$ 600 bilhões, após 2014. Estamos deixando um programa de investimento forte. “

Além disso, o ministro defendeu a maior participação do setor privado no financiamento de longo prazo, com a modernização do mercado financeiro. Mantega também defendeu a necessidade de redução dos spreads e das taxas de juros.

Entre outras coisas, Mantega afirmou que manter o equilíbrio das contas externas é um desafio para o próximo governo. “Precisamos continuar estimulando o comércio exterior e combater a guerra fiscal importadora.”

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