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Investidores ficaram animados com a possibilidade levantada por Rodrigo Maia (DEM) de que a reforma seja votada antes do recesso parlamentar

marcelo ramos e samuel moreira
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 4.7.19
Investidores ficaram animados com a possibilidade de a nova Previdência ser votada antes do início do recesso parlamentar

O mercado financeiro opera de forma otimista nesta quinta-feira (4). O dólar comercial registra variação negativa de 0,73%, valendo R$ 3,798. O Ibovespa, principal índice de desempenho da Bolsa de Valores brasileira (B3), sobe 1,26%, aos 103.325 pontos. O que explica este cenário é o  andamento da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados.

Na manhã desta quinta, os parlamentares da comissão votaram todos os requerimentos propostos. Com isso, foi agendada para hoje a votação do relatório final do deputado Samuel Moreira (PSDB). Outra questão que deixa os investidores animados é a declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), sobre a votação no plenário.

Maia disse que é possível que a reforma seja votada no plenário antes do recesso parlamentar de julho , que começa dia 18. Além disso, ele indicou que já há o número suficiente de votos para aprovação do projeto de reforma da Previdência na Câmara.

A última vez que o dólar comercial caiu abaixo de R$ 3,80 foi em 20 de março deste ano. Naquele dia, a moeda fechou cotada a R$ 3,76. A Bolsa também registrou recorde de pontuação intraday . Na manhã desta quinta, o Ibovespa chegou a operar nos 103.537 pontos.

Além das expectativas positivas, o cenário externo contribui para este cenário de fortes ganhos. Nesta quarta-feira (3), os mercados norte-americanos estão fechados por conta do feriado do Dia da Independência. Sendo assim, os investidores ficam mais atentos à cena doméstica.

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"Com certeza as expectativas relacionadas à Previdência contribuem para para os ganhos. Mas vale ressaltar que o mercado norte-americano não está operando nesta quinta, e é o exterior quem presisona mais o mercado", explica Álvaro bandeira, economista-chefe do Modalmais.