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Reajuste é anunciado apenas um dia depois de a estatal subir os valores em 1,12%; nos postos, litro do combustível está custando, em média, R$ 4,402

A Petrobras adota essa política de reajuste do preço da gasolina desde 2017; até agora, valores já subiram 21,04%
Divulgação/Petrobras
A Petrobras adota essa política de reajuste do preço da gasolina desde 2017; até agora, valores já subiram 21,04%

Depois de anunciar uma alta de 1,12% no preço da gasolina nas refinarias válida para esta quinta-feira (13), a Petrobras comunicou que voltará a reajustar os valores para baixo a partir de amanhã (14). Com a decisão, o preço do litro do combustível passará dos atuais R$ 1,6121 para R$ 1,5878.

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A Petrobras adota essa política de reajuste dos preços desde julho de 2017. De acordo com a metodologia, as mudanças podem acontecer mais frequentemente, inclusive todos os dias, e refletem os preços praticados nos mercados internacionais e a cotação do dólar. Desde então, segundo o jornal  Valor Econômico , o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 21,04%.

O preço médio do litro do diesel nas refinarias, por sua vez, caiu 15,3%, chegando a  R$ 1,7984. O reajuste está em vigor desde o dia 29 de novembro e é válido até o próximo sábado, dia 15. O desconto corresponde ao quinto período da terceira fase do Programa de Subvenção ao Preço do Diesel, criado pelo governo após a greve dos caminhoneiros

Nas bombas

O preço da gasolina nas postos de combustível terminou a semana passada em queda de 2,3%, chegando a R$ 4,402
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O preço da gasolina nas postos de combustível terminou a semana passada em queda de 2,3%, chegando a R$ 4,402

O preço médio da gasolina nas postos de combustível terminou a semana passada em queda de 2,3% (R$ 0,10), chegando a R$ 4,402 por litro. Os valores foram apurados pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP).

Em novembro, a queda do preço da gasolina nas bombas foi de cerca de 4%, ou o equivalente a R$ 0,21. A redução, apesar de benéfica ao consumidor, foi 13 pontos percentuais menor do que a de 17% adotada nas refinarias no período.

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Em 2018, segundo a ANP, o preço médio praticado nos postos acumula alta de 7,76%. A variação é mais de duas vezes maior do que a inflação esperada para o ano todo. De acordo o último Boletim Focus , o mercado espera que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, fique em 3,71%.

Entenda o preço da gasolina

Do preço da gasolina, 27% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 45% aos impostos incidentes
Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
Do preço da gasolina, 27% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 45% aos impostos incidentes

De acordo com cálculos feitos pela própria  Petrobras , os valores praticados nas refinarias equivalem a 26% do preço pago pelos consumidores nos postos. Essa porcentagem aproximada leva em conta a coleta de preços feita pela estatal entre os dias 2 e 8 de dezembro em 13 capitais e regiões metropolitanas do País.

Outros 47% são formados basicamente por tributos. Destes, 31% correspondem ao ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), recolhido pelos estados, e outros 16% são relativos à Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e ao PIS/Cofins, de competência da União.

A diferença entre os impostos estaduais e federais está na forma com que são cobrados. O ICMS varia de acordo com o que é praticado nos postos, então cada vez que o preço da gasolina sobe, os estados arrecadam mais dinheiro. O PIS/Cofins e a Cide, ao contrário, são valores fixados por litro: o primeiro é de R$ 0,7925 e o segundo, de R$ 0,10.

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Do restante do preço da gasolina , 12% correspondem ao custo do etanol anidro, que, segundo a lei, deve compor 27% da gasolina comum. Os últimos 15%, por sua vez, são relativos aos custos e ao lucro de distribuidores e postos. Em maio, essa fatia era de 12%, o que sugere um aumento de três pontos percentuais na margem de lucro desses agentes.

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