Rubem Novaes quer mais
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Rubem Novaes quer mais "tipos" de jovens em nova propaganda do Banco do Brasil


O presidente do Banco do Brasil (BB), Rubem Novaes, declarou que a campanha publicitária que foi  retirada do ar após veto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) será substituída por uma que contemple uma gama maior de perfis de jovens.

Segundo ele, apenas pessoas "descoladas" foram abordadas no comercial anterior do Banco do Brasil . "Eu só assisti o filme depois que o presidente reclamou. Foi uma falha minha. Eu não gostei do filme. O nosso objetivo é atingir todo o espectro de jovens. Eu não vi ali o jovem fazendeiro, o esportista, o nerd. Não vi o de baixa renda que trabalha para pagar os estudos. Ficou concentrado só nos descolados", afirmou.

Novaes declarou que a nova campanha já está em fase de execução, mas que ainda não há data para que vá ao ar. Também não deu infomações sobre a a estratégia de divulgação (TV, redes sociais, mídia impressa). "Vamos ver uma forma de atingir toda a juventude. Reconheço (que a retirada) gerou um certo ruído, mas é necessário corrigir certas coisas ", explicou.

Para ele, a retirada da campanha - que tinha como mote a diversidade e mostrava jovens negros, mulheres e transsexuais em ambiente urbano - não significa uma interferência do governo no banco.

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Nesta quinta-feira (9), o Ministério Público Federal  (MPF) do Rio Grande do Sul pediu pela volta do comercial , alegando que a justificativa para sua proibição foi racista, homofóbica e fere tanto a Constituição quanto a Lei de Estatais. O MPF considerou a ação de Bolsonaro como censura e pediu indenização.

Dinheiro público e família

Bolsonaro disse que campanha do Banco do Brasil não condiz com sua linha de pensamento
Alan Santos/Presidência da República
Bolsonaro disse que campanha do Banco do Brasil não condiz com sua linha de pensamento


Apesar de uma nova campanha estar sendo produzida, na época do veto, o presidente da República disse que o governo não quer que o dinheiro público seja utilizado para fazer propagandas como essas, voltada ao público mais jovem. Ele também disse que a maior parte da população  "quer respeito à família" .

Na visão de Bolsonaro , a campanha não condiz com sua linha de pensamento. "Quem indica e nomeia presidente do Banco do Brasil , não sou eu? Não preciso falar mais nada então. A linha mudou, a massa quer respeito à família, ninguém quer perseguir minoria nenhuma. E nós não queremos que dinheiro público seja usado dessa maneira. Não é a minha linha. vocês sabem que não é minha linha", disse.


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