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Presidente voltou a criticar a peça publicitária do Banco do Brasil que não lhe agradou e disse que não quer que dinheiro público seja usado dessa maneira

jair bolsonaro
Marcos Corrêa/Presidência da República
Na visão do presidente Bolsonaro, a campanha do Banco do Brasil não condiz com a linha de pensamento de seu governo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, na manhã deste sábado (27), que a maior parte da população "quer respeito à família" e que o governo não quer que dinheiro público seja utilizado para fazer propagandas como a do Banco do Brasil, voltada ao público mais jovem, que foi retirada do ar após decisão do presidente .

Na visão de Bolsonaro , a campanha não condiz com sua linha de pensamento. "Quem indica e nomeia presidente do BB, não sou eu? Não preciso falar mais nada então. A linha mudou, a massa quer respeito à família, ninguém quer perseguir minoria nenhuma. E nós não queremos que dinheiro público seja usado dessa maneira. Não é a minha linha. vocês sabem que não é minha linha", disse.

No comercial do BB, que tem aproximadamente 30 segundos, eram exibidas imagens de pessoas que, segundo a locutora, "fazem carão", "biquinho de 'vem cá me beijar" e "cara de rica irritada". Entre os atores, estavam uma mulher careca negra, um homem em um salão de beleza, uma mulher negra com cabelo loiro e um homem com cabelo rosa, por exemplo.

A interferência do governo sobre o teor de peças publicitárias de estatais não é permitida porque fere a Lei das Estatais.

Na noite de ontem (26), a Secretaria de Governo divulgou uma nota informando que não haverá interferência sobre as propagandas das estatais . A nota foi uma resposta a um e-mail enviado pelo secretário de Publicidade e Promoção, Glen Lopes Valente, a empresas como Petrobras e Correios, determinando que as peças publicitárias fossem submetidas à Secretaria de Comunicação Social antes de serem veiculadas.

Quando questionado sobre como pretendia controlar o conteúdo das propagandas das estatais a partir de agora, Bolsonaro respondeu: "Olha os meus ministros, por exemplo. Eu tinha uma linha: o armamento. Eu não sou armamentista? Então ministro meu ou é armamentista ou fica em silêncio. É a regra do jogo", enfatizou.