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Nordeste e Sudeste, onde a empresa tinha participação maior, foram mais afetados; em alguns locais, o preço das passagens aéreas mais que dobraram

Avião da Avianca
Divulgação/Avianca Brasil
Avianca Brasil está em processo de recuperação judicial desde o ano passado


 A crise da Avianca Brasil, que está em recuperação judicial desde o ano passado, resultou em  cancelamentos de voos e na alta de preços das passagens nas últimas semanas. Em alguns casos, o valor das passagens aéreas mais que dobraram.

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O enxugamento dos voos, que aconteceu após a devolução da maior parte de aviões da empresa, afeta principalmente rotas no Nordeste e no Sudeste, onde a Avianca concentra fatias maiores de público.

São nessas rotas que a saída da companhia aérea  deve levar a uma alta de preços nos próximos meses, segundo especialistas, uma vez que haverá menos concorrência nesses trajetos. Entenda as mudanças nas rotas:

Nordeste

É no Nordeste que o impacto da crise da Avianca tende a ser maior. A companhia conquistou uma fatia do mercado nessa região de fazer inveja às concorrentes maiores, como Gol e Latam.

Em Salvador, por exemplo, a Avianca foi responsável por 27% dos passageiros embarcados de janeiro a setembro do ano passado, de acordo com dados do Portal Aviação Brasil, que monitora o setor. É mais do que a Latam, que tem 24% do mercado soteropolitano, e fica perto da líder Gol, com 30%. Na região, a companhia domina a aviação em terminais regionais como de Petrolina (PE) e Juazeiro do Norte (CE).

Guarulhos

Em Guarulhos, a companhia levou 22% dos passageiros embarcados por empresas brasileiras entre janeiro e setembro do ano passado. Era um dos principais terminais de atuação da companhia. Hoje, há apenas poucos funcionários no aeroporto para orientar passageiros, após corte de 30% da mão de obra que trabalhava no terminal.

Galeão

No Rio, a companhia era mais relevante no Galeão, terminal em que levou 18% dos passageiros entre janeiro e setembro do ano passado. Como a empresa já deixou de operar lá neste mês, há uma concentração maior das aéreas, pressionando os preços. Do Galeão, hoje, partem apenas voos internacionais da Avianca Colômbia, que tem operação independente da Avianca Brasil e não está em recuperação judicial. 


Ponte-aérea Rio-São Paulo

No filé da aviação civil brasileira, a ponte aérea Rio-São Paulo, os efeitos sobre a menor presença da Avianca tendem a ser menos intensos. No Santos Dumont, a companhia levou 10% dos passageiros no nos nove primeiros meses do ano. Em Congonhas, da Infraero, apenas 6%.

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Brasília

No aeroporto de Brasília, a companhia tinha 16% do mercado ano passado. Rotas que tem a capital federal como destino ou origem serão impactadas.