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Como justificativa, o banco destacou os recentes resultados negativos na indústria e nos investimentos, além da queda na confiança do consumidor

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Com o cenário pessimista, a projeção do Itaú para o PIB do 1º trimestre também diminuiu, passando de 0,3% para -0,1%

O Itaú reduziu a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2019 de 2% para 1,3% – e o de 2020, de 2,7% para 2,5%. Segundo o relatório onde constam as informações, a revisão incorpora "dados correntes mais fracos, além da percepção de um arrefecimento mais amplo da atividade à frente".

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O banco destacou desempenhos ruins da indústria, que segue estagnada, e dos investimentos, que não apresentam sinais de retomada, além da queda na confiança do consumidor e dos empresários. Como a atividade econômica está mais fraca que o esperado, a projeção do Itaú para o PIB do primeiro trimestre também sofreu um corte, passando de 0,3% para -0,1%.

O documento cita como determinantes a estagnação da atividade industrial e os efeitos da tragédia de Brumadinho (MG) em 25 de janeiro. "O uso da capacidade instalada segue em patamar baixo, e a produção industrial virtualmente estável. Mas, em fevereiro, a produção industrial foi impactada por uma queda de 14,8% no setor extrativo, possivelmente refletindo a redução da produção de minério de ferro em razão do rompimento da barragem", explica.

Segundo o banco, também não há sinais de melhora do investimento. A Formação Bruta de Capital Fixo, que mede o nível dos investimentos, deve apresentar nova queda no primeiro trimestre de 2019. "A projeção é consequência de dados fracos de produção em setores como a produção de bens de capital e de insumos típicos da construção civil", diz o relatório.

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O consumo das famílias, por sua vez, deve continuar em recuperação gradual. A percepção do Itaú é fruto dos índices de confiança, consolidados pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que apresentaram recuo generalizado em março e indicam risco de arrefecimento adicional da atividade à frente.

Emprego e resultado fiscal

carteira de trabalho
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No fim do ano, com a economia patinando, o Itaú ainda prevê que a taxa de desemprego seguirá alta, em torno de 11,9%

Com a economia patinando, o banco ainda ressaltou que a taxa de desemprego seguirá alta, em torno de 11,9% no fim deste ano, e a melhora dos resultados fiscais será ainda mais gradual. O Itaú revisou a estimativa de déficit primário de 1,4% do PIB (R$ 96 bilhões) para 1,5% do PIB (R$ 110 bilhões) em 2019.

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A piora não altera a perspectiva de que o cumprimento das regras fiscais do teto de gastos e da meta de déficit primário de 1,8% do PIB (R$ 132 bilhões) não constituirão grande desafio. Ademais, o resultado do ano ainda pode ser melhor do que o banco espera, caso o governo consiga avançar com o leilão de petróleo, a partir do processo de cessão onerosa , o que pode render de R$ 40 a R$ 80 bilhões.