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Inflação de março ficou em 0,75%, acima dos 0,43% registrados em fevereiro; índice foi impulsionado por maiores preços da gasolina e dos alimentos. Veja

Calculadora equilibrando, em uma colher, uma batata e moedas
Pixabay
Inflação de março foi impulsionada para cima com preços altos dos alimentos e dos combustíveis


O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, acelerou para 0,75% em março, após registrar alta de 0,43% em fevereiro . A informação foi divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é  a maior taxa alcançada em um mês de março desde 2015, quando a inflação foi de 1,42%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,51%, a mais alta para o primeiro trimestre desde 2016 (2,62%). 

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA teve alta de 4,58%, acima da meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

 O IPCA não ficava acima da meta desde outubro do ano passado, quando registrou 4,56%. A meta de inflação para 2018 era de 4,5%. Já para 2020, a estimativa está no centro da meta: 4%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. 

Inflação foi puxada por preços da gasolina e dos alimentos

Homem colocando gasolina no carro
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Preço da gasolina subiu 2,88% em março, colaborando para o aumento da inflação no mês


A aceleração da inflação em março  foi puxada pelos valores dos alimentos e serviços de transporte, principalmente por conta da alta dos preços da gasolina (2,88%) e do etanol (7,02%). Juntos, esses dois grupos representam cerca de 43% dos gastos das famílias e responderam por 80% do resultado geral da inflação.

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Os alimentos aceleraram 1,37%, sendo a variação da alimentação em casa ainda mais alta (2,07%). Já a variação das refeições foram de casa foi bem inferior, de 0,1%. Entre os alimentos consumidos em casa, os que os preços mais subiram foram o tomate (31,84%), a batata inglesa (21,11%), o feijão carioca (12,93%) e o feijão preto (12,55%). O feijão carioca, em 12 meses, já apresenta alta de 135%, a maior parte nos primeiros três meses deste ano, quando acelerou 105%.

Dos nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE, apenas o de comunicação apresentou deflação em março, de 0,22%. Todos os demais grupos tiveram alta.

O mais recente Boletim Focus, do Banco Central, ajustou de 3,89% para 3,90% a previsão de inflação para este ano, no relatório divulgado esta semana.