Tamanho do texto

Analistas do mercado financeiro projetam um crescimento da economia de 1,97% no fim deste ano; na semana passada, estimativa era de 1,98%. Veja

Notas de dinheiro
Thinkstock
Previsão de alta do PIB de 2019 caiu de 2,53% no começo do ano para 1,97% nesta segunda-feira (8)


Analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir as expectativas para o crescimento da economia brasileira neste ano. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central (BC), o PIB do País deve ter alta de 1,97% em 2019.

Esssa é a sexta queda consecutiva da projeção do Produto Interno Bruto ( PIB ), que mede todos os bens e serviços produzidos pelo País. Na semana passada, a previsão era de que a economia crescesse 1,98% , uma queda de 0,1 ponto percentual (p.p) em relação ao resultado anterior.

As expectativas de crescimento para a economia brasileira  vem caindo rapidamente. Na primeira edição do Boletim Focus deste ano, a estimativa era que o PIB  atingisse 2,53% no final do ano.  No começo de março, o índice já estava em 2,28%.

Para 2020, o cálculo para o crescimento do PIB  também apresentou recuo, passando de 2,75% para 2,70% - sua terceira diminuição seguida. Já as projeções para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, subiu 0,1 p.p, ajustado de 3,89% para 3,90% para este ano.  O número está dentro da meta de inflação  definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN),  que é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. 2021 e 2022 também não sofreram alterações e permanecem com estimativa de  3,75%.

Taxa Selic e dólar

Notas de dólar
Reprodução
Apesar de mudar estimativas do PIB e da inflação, o Boletim Focus manteve previsões para o dólar e a taxa Selic


Leia também: População está mais pessimista com economia após primeiros meses de Bolsonaro

Além do PIB e da inflação, o Boletim Focus também fez projeções para a taxa básica de juros (Selic), que permaneceu em 6,5% ao ano, seu mínimo histórico, no fim de 2019; e para o dólar, que também continuou igual: R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.