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Para tanto, ministro afirmou ser preciso quebrar o monopólio do refino do petróleo, hoje concentrado nas mãos da Petrobras, e reduzir a "roubalheira"

paulo guedes
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
"Aqui [o gás de cozinha] é mais caro que nos países que não têm. Por quê? Porque tem monopólio", argumentou Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (9) que o preço do gás de cozinha vai cair pela metade em até dois anos, dentro do plano do governo de fazer um “choque de energia barata”. Para tanto, Guedes afirmou ser preciso "quebrar o monopólio” do refino do petróleo, concentrado nas mãos da Petrobras, e da distribuição do combustível.

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"Daqui a dois anos, o botijão de gás vai chegar pela metade do preço à casa do trabalhador brasileiro", garantiu o ministro. Guedes ainda afirmou que, no Brasil, o BTU , que é unidade de gás, custa US$ 12, mais caro que no Japão e na Europa, onde custa US$ 7. Nos Estados Unidos, que têm gás natural, o BTU custa US$ 3.

"No Brasil, [o gás de cozinha ] é mais caro que nos países que não têm. Por quê? Porque tem monopólio. Vamos quebrar esses monopólios e vamos baixar o preço do gás e do petróleo com a competição, fora a redução da roubalheira", prometeu. As declarações foram feitas após uma reunião com prefeitos na 22ª Marcha a Brasília em defesa dos municípios.

O ministro também voltou a dizer que vai  dividir com prefeitos e governadores uma fatia maior da arrecadação com petróleo já em 2020.  "Nossa ideia é já pegar o pré-sal , já pega no ano que vem, e já joga 70% [da arrecadação para estados e municípios]", explicou. "A maior parte [desses recursos], 65%, são da União, e 35% dos estados e municípios. Então 70% tem que estar com estados e municípios já! Não é daqui a 20 anos", completou.