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Pedro Guimarães afirmou que a ideia é vender ao menos quatro subsidiárias até junho de 2020, mas não vender 100% da participação nesses ativos

Pedro Guimarães, presidente da Caixa, falou que pretende negociar subsidiárias da empresa
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Pedro Guimarães, presidente da Caixa, falou que pretende negociar subsidiárias da empresa

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, declarou que o banco estuda vender ao menos quatro subsidiárias até junho de 2020, incluindo a participação no negócio de loterias, seguros, cartões e gestão de recursos.

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O primeiro negócio a ser concluído deverá ser o que envolve as loterias da Caixa , uma vez que as operações já estão avançadas. A declaração foi feita durante evento do banco Credit Suisse, em São Paulo.

Guimarães disse ainda que não pretende vender 100% da participação da Caixa nestes ativos, defendendo que a melhor forma de realizar a venda é através de mercado de capitais, por meio de IPOs (abertura de capital na bolsa) ou follow on (oferta de ações).

Diferentemente da Petrobras e do Banco do Brasil, que negociam ações na bolsa, a Caixa é uma estatal 100% pública. A venda de suas subsidiárias favoreceria o levantamento de recursos para pagar uma dívida de R$ 40 bilhões que o banco tem com a União.

"Penso em fazer um IPO menor. Não vou querer fazer uma operação gigante na bolsa e depois colocar o preço lá embaixo", disse Guimarães, sobre a abertura de capital na bolsa. Segundo o executivo, a intenção é abrir capital dos ativos no exterior, além da B3. "É muito importante para a governança da Caixa que ela seja listada na bolsa de Nova York", complementou o presidente da estatal.

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Ele também afirmou que pretende adotar mecanismos para buscar atrair pessoas físicas na abertura de capital, como uma espécie de classe diferenciada para este tipo de investidor. "Temos que atrair o varejo. E que as pessoas possam dizer que compraram uma ação da Caixa", reforçou.

Questionado sobre uma possível abertura de capital da Caixa no futuro, Guimarães afirmou que este assunto está fora de discussão e a decisão não cabe a ele. 

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O presidente da Caixa falou ainda sobre a intenção de empregar prática que consiste em agrupar os ativos imobiliários e converte-los em títulos para depois negocia-los no mercado de capitais, denominada securitização. Segundo Guimarães, a meta de R$ 100 bilhões será alcançada em quatro anos com folga."Eu posso reduzir a carteira de crédito com a securitização e continuar a ser original", afirmou.