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Saldo é muito pior do que o lucro de R$ 550 milhões registrado em 2017; no acumulado do ano, porém, resultado da estatal é positivo em R$ 1,275 bilhão

Segundo a Eletrobras, o resultado foi impactado principalmente pelas reservas para imprevistos, que somaram R$ 2,201 bilhões, com destaque para o R$ 1,518 bilhão em empréstimos compulsórios
Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
Segundo a Eletrobras, o resultado foi impactado principalmente pelas reservas para imprevistos, que somaram R$ 2,201 bilhões, com destaque para o R$ 1,518 bilhão em empréstimos compulsórios

A Eletrobras registrou prejuízo líquido de R$ 1,613 bilhão no terceiro trimestre deste ano – saldo muito pior do que o lucro líquido de R$ 550 milhões anotados no mesmo período de 2017. O resultado foi divulgado na noite desta segunda-feira (12) pela própria estatal.

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Segundo a Eletrobras , o resultado foi impactado principalmente pelas reservas para imprevistos, que somaram R$ 2,201 bilhões, com destaque para o R$ 1,518 bilhão em empréstimos compulsórios. O segmento de distribuição também contribuiu negativamente, registrando prejuízo de R$ 998 milhões no terceiro trimestre.

Os segmentos de geração e de transmissão, por sua vez, apresentaram lucro de R$ 832 milhões e R$ 103 milhões no período, respectivamente. Há ainda R$ 2,8 bi de passivo, referentes à venda das distribuidoras Cepisa, Ceron, Boa Vista Energia e Eletroacre, que poderão ser revertidos no quarto trimestre.

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No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a Eletrobras registrou um lucro líquido de R$ 1,275 bilhão, R$ 997 milhões a menos do que o verificado no mesmo período de 2017 (R$ 2,272 bilhões). Os segmentos de geração e transmissão anotaram lucro de R$ 2,518 bilhões e R$ 1.629 bilhão, respectivamente, enquanto o segmento de distribuição registrou prejuízo de R$ 2,002 bilhões.

Privatização da Eletrobras

Há cerca de um mês, o Senado rejeitou o projeto que facilitava a venda de seis distribuidoras da Eletrobras. A matéria havia sido encaminhada pelo governo federal e tramitava em regime de urgência
Jefferson Rudy/Agência Senado
Há cerca de um mês, o Senado rejeitou o projeto que facilitava a venda de seis distribuidoras da Eletrobras. A matéria havia sido encaminhada pelo governo federal e tramitava em regime de urgência

Há cerca de um mês, o Senado rejeitou o projeto que facilitava a venda de seis distribuidoras da Eletrobras. Por 34 votos a 18, os senadores derrubaram a matéria, que havia sido encaminhada ao Congresso pelo governo federal e tramitava em regime de urgência.

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A votação foi marcada por embate entre representantes de estados do Norte, que seriam atingidos pela medida, e líderes do governo. Com a rejeição, a matéria sobre a venda de distribuidoras deixa de tramitar no Congresso Nacional.

Das seis distribuidoras incluídas na proposta, o governo já leiloou quatro: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia, que atende a Roraima.

As outras duas são a Amazonas Distribuidora de Energia, cujo leilão havia sido adiado para a semana seguinte e ainda não foi feito, e a Companhia Energética de Alagoas, que teve sua privatização suspensa por uma decisão judicial.

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Para o senador Eduardo Braga (MDB-AM), a rejeição do projeto de venda das distribuidoras da Eletrobras foi a decisão mais acertada. "Creio que [com a rejeição do projeto] muito provavelmente não haverá a concretude da assinatura dos contratos, e isso dará a oportunidade ao futuro governo de decidir [sobre as políticas para o setor]", disse.


*Com informações da Agência Brasil

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