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Índice alcançou a marca de 53,3 pontos em agosto, 3,1 a mais do que o registrado no mês anterior; média histórica, porém, é de 54,1 pontos

Valores acima de 50 pontos indicam otimismo do setor, enquanto índices inferiores a essa marca apontam falta de confiança do empresário na economia do país
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Valores acima de 50 pontos indicam otimismo do setor, enquanto índices inferiores a essa marca apontam falta de confiança do empresário na economia do país

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), alcançou 53,3 pontos em agosto - um crescimento de 3,1 pontos na comparação com julho. A pesquisa foi divulgada hoje (20) pela CNI.

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Valores acima de 50 pontos indicam otimismo do setor, enquanto índices inferiores a essa marca apontam falta de confiança do empresário na economia do país.

Mesmo com o crescimento, que é o melhor desde o fim da greve dos caminhoneiros eclodida em maio, a confiança do setor está 0,8 ponto abaixo da média histórica (54,1).

Entre os componentes do ICEI , o que mais se destacou foi o índice de condições atuais das empresas, que se aproximou do 50 pontos. Neste mês, o indicador registrou 49,5 pontos, um aumento de 3,5 em relação a julho.

O índice de expectativas, por sua vez, aumentou 2,8 pontos e foi a 56,3, enquanto o de expectativas para a economia brasileira passou para 50,9 pontos, crescendo 3,9 pontos em agosto ante o mês anterior.

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Perfil do empresário

Entre as regiões do país, o maior índice de confiança do empresário foi registrado no Norte (54,9 pontos), seguido pelo Centro-Oeste (54,7 pontos) e pelo Nordeste (54,4 pontos)
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Entre as regiões do país, o maior índice de confiança do empresário foi registrado no Norte (54,9 pontos), seguido pelo Centro-Oeste (54,7 pontos) e pelo Nordeste (54,4 pontos)

Segundo a CNI , foram consultadas 2.838 empresas, sendo 1.126 de pequeno porte, 1.061 de médio porte e 651 de grande porte. Em todas elas, o ICEI aumentou de julho para agosto e passou a registrar valores acima de 50 pontos.

As empresas de grande porte são as mais otimistas, com índice de confiança em 54,4 pontos. As de médio e pequeno porte aparecem em seguida, registrando 53 e 51,2 pontos, respectivamente.

No recorte por setores, o indicador também cresceu no período analisado. Com 58,5 pontos, a indústria extrativa lidera a confiança no setor, à frente da indústria de transformação (53,5 pontos) e a de construção (51,8).

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Entre as regiões do país, o maior índice de confiança do empresário foi registrado no Norte (54,9 pontos). Em seguida, aparecem o Centro-Oeste (54,7), o Nordeste (54,4), o Sul (53,9) e o Sudeste (50,6), um pouco mais reticente com relação às perspectivas para a economia brasileira.


*Com informações da Agência Brasil