Brasil Econômico

undefined
shutterstock
Com a manutenção da estimativa para a inflação, mercado financeiro projeta crescimento econômico de 1,49%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2018 será de 4,15%, segundo aponta o Boletim Focus publicado nesta segunda-feira (20). O resultado para a inflação oficial do País é o  mesmo registrado na semana passada  pelo Banco Central (BC).

Sendo assim, a  estimativa para a inflação  segue abaixo do centro da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,50%. Porém, o índice projetado pelo mercado financeiro ainda segue dentro do limite inferior e superior do índice, que estão, respectivamente, em 3% e 6%.

Em relação a 2019, o mercado financeiro também manteve a mesma projeção vista nas últimas nove semanas, de 4,10%. Para 2020, o  Boletim Focus  registrou a expectativa para o IPCA de 4%. Já em relação a 2021, a estimativa foi ajustada de 3,93% para 3,90%.

Como destaca o BC, a estimativa para a inflação de 2020 é a única igual à meta central, uma vez que a previsão para o ano que vem é de 4,25%, enquanto que, para 2021, é de 3,75%.

Leia também: Não tem mais onde cortar dos gastos discricionários, diz secretário do Tesouro

Estimativa para a inflação reflete no PIB

undefined
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Pouco têm mudado as projeções de 2019, estimativa para a inflação do ano que vem é a mesma das últimas 9 semanas

Como reflexo da manutenção do IPCA deste ano, o mercado financeiro também manteve a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,49%.

Pela sétima semana consecutiva, a previsão para o  crescimento econômico  de 2019 permaneceu em 2,5%. E a soma de todos os bens e serviços produzidos no País também é de 2,5% quando diz respeito aos anos de 2020 e 2021. 

A fim de alcançar as metas, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que  atualmente está em 6,50%  ao ano. Para 2019, o mercado financeiro espera que o indicador encerre o período em 8% ao ano e permaneça nesse patamar até 2021.

Com o aumento da Selic, o Banco Central tem objetivo de conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.

Agora, quando a instituição opta por diminuir o índice dos juros básicos, a ideia é fazer com que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Além da  estimativa para a inflação  e do crescimento da atividade econômica, o Focus traz a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e para o fim de 2019.

*Com informações da Agência Brasil

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários