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Apresentação de novos iPhones não traz grandes novidades, mas a empresa continua muito lucrativa com preços elevados

Olá, gravateiras e gravateiros! Hoje o assunto é o mundo dos negócios. Vamos falar sobre a empresa mais valiosa do mundo, a Apple, que nesta quarta-feira (12) promoveu o seu grande evento anual de lançamento de produtos em Cupertino, na Califórnia. Já deixo claro que não sou especialista em tecnologia. No máximo, darei pitacos como usuário. O meu foco aqui é a análise econômica. A Apple realmente tem inovações que justifiquem o valor de mercado superior a US$ 1 trilhão? Você colocaria o seu dinheiro em ações da empresa na Bolsa de Valores?

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Como usuário, considero que a grande novidade do ano não está no iPhone, a menina de ouro da Apple . A principal inovação foi a incorporação de um aparelho de eletrocardiograma ao relógio denominado Apple Watch Series 4. É uma revolução tecnológica que pode, segundo os médicos, salvar vidas. Isso vale muito dinheiro.

Usar a tecnologia a serviço da saúde é uma estratégia brilhante da empresa da maçã que pode atrair milhões de usuários. O relógio inteligente também pode estimular as pessoas a se exercitarem, combatendo o sedentarismo. Há ainda um detector de quedas, que pode ser muito útil para idosos. Se constatado o tombo, é feita uma ligação automática para um número de emergência pré-configurado.

No iPhone, no entanto, não vi grandes novidades na sopa de letrinhas XS, XS Max e XR. Imagens e sons melhores, sistemas mais rápidos, reconhecimento facial etc.. Nada de realmente relevante. As baterias, no entanto, evoluem lentamente, com ganhos de 30 a 90 minutos em relação aos modelos anteriores. Creio que a longevidade das baterias seja um dos maiores desafios da indústria eletroeletrônica mundial, incluindo o segmento de carros elétricos.

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PREÇOS SALGADOS

O que mais me causou surpresa foram os preços dos novos iPhones, que vão de US$ 749 a US$ 1.449 (modelo XS Max com 512 GB de memória). São valores salgados até mesmo para o mercado americano. No Brasil, ainda não há previsão de preços, mas poderemos ter o modelo mais avançado beliscando a incrível marca de R$ 10 mil. Como usuário, acho muito caro. Mas, e como um possível investidor?

Desde a morte de Steve Jobs, em 2011, a Apple perdeu a sua magia. As inovações realmente disruptivas (iPod, iPad e iPhone) estão rareando (o Apple Watch é uma exceção), mas é inegável a capacidade da empresa de criar produtos com design atraente, que geram a cobiça de milhões de usuários. Aparentemente, a companhia se preocupa menos com o volume de produtos vendidos e foca mais na rentabilidade. Se há consumidores dispostos a pagar US$ 1.000 por um celular, por que a Apple o venderia por US$ 500? É uma lição interessante até para os pequenos empreendedores.

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Neste contexto, quem compra ações da Apple está apostando na sua capacidade de continuar gerando lucros bilionários, o que permite o pagamento de polpudos dividendos e mantém os papeis em alta. Perguntei no primeiro parágrafo se a Apple realmente vale US$ 1 trilhão. A resposta mais óbvia é sim, ao menos na visão de quem possui ações da empresa. A reação do mercado às novidades não foi positiva. Nesta quarta-feira (12), os papeis caíram 1,2% na Nasdaq, a bolsa de tecnologia dos Estados Unidos.

Seria precipitado avaliar o sucesso dos lançamentos com base em apenas um pregão, mas fica uma enorme interrogação no ar. Mais difícil ainda é responder à pergunta do título deste post: você compraria ações da Apple após os últimos lançamentos? Hummmm. Talvez? Para quem não sabe, a Apple foi criada por Steves Jobs numa garagem. Deixo, a seguir, um vídeo que pode inspirar empreendedores a abrirem o próprio negócio.


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