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O colunista Luís Artur Nogueira explica como as pesquisas eleitorais influenciam o preço das ações

Olá, gravateiras e gravateiros. O assunto de hoje é a sua sagrada poupança. Será que é possível ganhar dinheiro com aplicações em Bolsa de Valores neste período eleitoral? A resposta é sim, mas também é possível perder recursos num cenário político completamente indefinido. Muita calma neste momento, pois o Datafolha e outros institutos, como o Ibope, já estão sendo gatilhos de compra e venda de ações.

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Até o fim da eleição, haverá enormes oportunidades na Bolsa a cada divulgação de pesquisas eleitorais como as do Datafolha . Antes de se aventurar nesta montanha russa financeira, no entanto, é fundamental entender a leitura que o mercado  faz das propostas econômicas dos candidatos.

Antes de prosseguirmos, nunca é demais lembrar que essa coluna não tem preferências partidárias. Em nome da isenção jornalística e em respeito à sua inteligência, jamais iremos sugerir o voto a determinado candidato.

Quando falamos de Bolsa de Valores, há grandes investidores institucionais, há megainvestidores estrangeiros e há os pobres mortais – eu, você e os demais gravateiros. Nós, pessoas físicas, somos a parte fraca desta relação e não há nada que possamos fazer isoladamente.

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Devido ao poderio econômico, esses gigantes bilionários mandam e desmandam no mercado de ações. Então, deixando as paixões políticas de lado, é importante compreender que eles estão torcendo o nariz para as candidaturas ligadas à centro-esquerda, representadas por Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSol) e Marina Silva (Rede). Gostemos ou não desses candidatos, a Bolsa de Valores tende a cair sempre que uma pesquisa Datafolha ou Ibope mostrar o crescimento de algum representante desse grupo.

Por outro lado, os queridinhos do mercado são os candidatos de centro-direita, como Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoedo (Novo). Pela lógica explicitada acima, a Bolsa de Valores tende a subir conforme pesquisas eleitorais constatarem o avanço de alguma candidatura desse grupo.

Bolsonaro

E o líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL)? O deputado federal chama a atenção dos investidores exatamente por liderar a disputa, com 24% das intenções de votos, segundo o mais recente Datafolha, divulgado nesta segunda-feira (10). Na sua campanha, Bolsonaro assumiu um discurso liberal na economia, contrariando o seu comportamento ao longo de sete mandatos na Câmara dos Deputados, período em que votou contra projetos liberais. Esse antagonismo entre o candidato e o parlamentar gera o chamado “Risco Bolsonaro”. Se o mercado “comprar” a sua agenda liberal, a Bolsa tende a subir conforme ele se consolidar no topo da corrida presidencial. Se houver alguma desconfiança sobre as suas promessas de campanha na área econômica, as ações tendem a cair.

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Gostemos ou não, o mercado dá sinais de que prefere Bolsonaro a qualquer candidato ligado à centro-esquerda. Isso nos ajuda a vislumbrar o que deve acontecer no mercado de ações conforme cada pesquisa Datafolha e de outros institutos for divulgada. Deixo aqui duas sugestões aos queridos gravateiros. Se você não está acostumado com a volatilidade, não invista mais do que 10% da sua poupança em Bolsa de Valores, principalmente neste período eleitoral. Além disso, na hora de tomar as suas decisões financeiras, deixe suas paixões políticas de lado. Quem manda são os grandes investidores. É a vontade deles que prevalece nesta montanha russa de ações.  A seguir, convido a todos a assistir a um vídeo em que eu apresento um guia econômico para os eleitores cobrarem os candidatos nesta eleição.


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