Dinheiro, reais
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Dinheiro, reais

O Banco Central (BC) informou que ainda há cerca de R$ 6,2 bilhões esquecidos em bancos e instituições financeiras. Os recursos pertencem a milhões de brasileiros e empresas e podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber.

Do total, aproximadament e R$ 4,4 bilhões pertencem a mais de 24 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,8 bilhão está em nome de cerca de 2,3 milhões de empresas. Desde que o Sistema de Valores a Receber foi criado, em 2022, mais de R$ 15 bilhões já foram devolvidos aos verdadeiros donos dos recursos, mostrando que vale a pena fazer a consulta.

De onde vem esse dinheiro?

Se você está se perguntando como um dinheiro pode ficar "esquecido", a resposta é mais simples do que parece. Esses valores costumam ser de contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente e devolvidas pelos bancos, recursos de consórcios finalizados ou outras quantias que permaneceram paradas nas instituições financeiras.

A maior parte dos beneficiários tem direito a valores de até R$ 10. Ainda assim, alguns casos chamam atenção: mais de 700 mil pessoas possuem acima de R$ 1 mil disponível para resgate.

Como saber se você tem valores a receber?

Basta acessar o Sistema de Valores a Receber, do Banco Central.

Se você for pessoa física, será necessário informar:

  • CPF;
  • data de nascimento.

Já as empresas precisam informar:

  • CNPJ;
  • data de abertura da empresa.

Caso exista algum valor disponível, o próprio sistema informa a origem do recurso e explica como solicitar a devolução.

Como receber o dinheiro?

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Marcello Casal JR/ABr

A chave pode ser os números do CPF (pessoas) ou do CNPJ (empresas), e-mail, número de celular ou chave aleatória

Encontrou algum valor disponível? Então a boa notícia é que, na maioria dos casos, o pagamento pode ser feito via Pix. Quem utiliza o CPF como chave Pix costuma ter o processo de recebimento mais rápido.

Se você ainda não possui uma chave Pix cadastrada , será preciso entrar em contato com a instituição financeira responsável para verificar como será feita a devolução. Outra opção é cadastrar o CPF como chave  e solicitar o resgate novamente.

Também é possível consultar valores de pessoas falecidas

Pouca gente sabe, mas o sistema também permite verificar se existem recursos em nome de pessoas falecidas.

Nesse caso, a solicitação pode ser feita por:

  1. herdeiros;
  2. inventariantes;
  3. testamentários;
  4. representantes legais.

Após localizar os valores, será necessário preencher um termo de responsabilidade e apresentar a documentação que comprove o vínculo com o titular. Em seguida, o representante deverá entrar em contato com a instituição financeira responsável para concluir o processo.

Por que o valor disponível diminuiu?

Se você se lembra de ter visto um valor maior divulgado pelo Banco Central, não é impressão. Em março deste ano, havia cerca de R$ 10,6 bilhões disponíveis para resgate.

Parte desses recursos foi transferida pelo governo para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), utilizado no financiamento do programa Novo Desenrola, voltado à renegociação de dívidas. Apesar disso, mais de R$ 6 bilhões continuam aguardando os donos.

Atenção aos golpes

Antes de sair procurando pelo dinheiro, vale um alerta. Golpistas costumam aproveitar esse tipo de assunto para criar sites falsos ou enviar mensagens por WhatsApp, SMS e e-mail prometendo liberar os valores.

Por isso, faça a consulta apenas pelo Sistema de Valores a Receber, do Banco Central. O serviço é 100% gratuito, e nem o BC nem as instituições financeiras pedem senhas, códigos de segurança ou qualquer pagamento para liberar o dinheiro.

Além disso, para solicitar o resgate diretamente pelo sistema, é necessário ter uma  conta Gov.br nos níveis Prata ou Ouro.

Se alguém pedir qualquer tipo de taxa, Pix ou transferência para liberar os valores, desconfie: é golpe.

*Estagiária sob supervisão

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