
Aproximadamente 12 milhões de brasileiros planejam comprar presentes apenas na última semana antes do Natal, segundo levantamentos da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) realizados nas 27 capitais.
Para 38% das pessoas, a expectativa por promoções é a principal razão. Outros 25% aguardam rendimentos como o 13º salário, e 19% admitem desorganização.
José César da Costa, presidente da CNDL, alerta que “o volume de pessoas nos dias que antecedem a data, a pressão do tempo e a menor disponibilidade de estoque podem dificultar a pesquisa de preços e a negociação efetiva”.
A estimativa é de que a data movimente R$ 84,9 bilhões, com 124,3 milhões de consumidores no total adquirindo presentes.
Expectativa para as compras de Natal
Dentre os principais presenteados, os filhos estão em primeiro lugar, seguidos pelas mães e cônjuge. Em média, serão comprados 04 presentes, com um ticket médio de R$ 174, R$ 37 a mais que em 2023.
Os itens mais desejados são roupas, perfumes ou cosméticos, calçados e brinquedos. Um dado interessante é que 43% dos entrevistados já substituíram ou pretendem substituir presentes materiais por experiências, como viagens ou jantares.
As lojas físicas permanecem como o canal principal para 75% dos consumidores, com destaque para lojas de departamento seguidas pelos shoppings.

No entanto, 94,2 milhões de pessoas também farão compras online . Nesse ambiente, sites internacionais são mais preferidos que os nacionais. Para pesquisar preços, 82% farão uma busca prévia, principalmente pela internet.
Formas de pagamento favoritas
O PIX será a forma de pagamento mais usada, seguido pelo cartão de crédito parcelado. Para quem parcelar, a média será de 4,8 vezes, com a última parcela sendo paga apenas em abril ou maio de 2026.
O presidente da CNDL destaca a necessidade de cautela. “O risco de compras por impulso e a urgência de ‘levar o que tem’ aumentam consideravelmente, o que, somado à tentação de parcelamentos longos, pode desequilibrar o orçamento familiar e gerar endividamento nos meses seguintes”, aconselha.
O alerta é pertinente, pois 33% dos consumidores que pretendem presentear já têm contas em atraso. A pesquisa estima que 14,8 milhões podem ficar inadimplentes devido aos gastos natalinos, com 09% dispostos a deixar de pagar alguma conta para comprar presentes. As contas mais sacrificadas seriam internet e água ou luz.
O décimo terceiro salário tem papel central nas compras de fim de ano. 33,8 milhões de consumidores destinarão metade dele para presentes, comemorações e compras pessoais.
Além disso, cerca de 69,1 milhões pretendem fazer trabalhos extras para aumentar a renda para o Natal.