Aumento do salário mínimo impacta muitas famílias
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Aumento do salário mínimo impacta muitas famílias

O reajuste do salário mínimo, que  sobe de R$ 1.302 para R$ 1.320 nesta segunda-feira (1º), impacta direta ou indiretamente 25,4% da população brasileira, de acordo com cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ao todo, mais de 54 milhões de brasileiros ganham a mais quando o piso nacional é reajustado.

Para fazer os cálculos, o Dieese levou em consideração dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2021. São impactados tanto trabalhadores quanto aposentados e pensionistas, além de seus dependentes.

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Em  pronunciamento em rede nacional de TV e rádio neste domingo (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o aumento do salário mínimo é importante também para a economia como um todo.

"É preciso lembrar que a valorização do salário mínimo não é essencial apenas para quem ganha salário mínimo. Com mais dinheiro em circulação, as vendas do comércio aumentam, a indústria produz mais. A roda da economia volta a girar, e novos empregos são criados", declarou o presidente.

O reajuste aplicado pelo governo federal nesta segunda-feira é o primeiro com aumento real, ou seja, acima da inflação, após anos de congelamento. Quando o salário mínimo sobe apenas a taxa da inflação, ele mantém seu poder de compra, mas não tem um acréscimo real.

Além de aumentar o salário mínimo, Lula também vai enviar ao Congresso a nova política de valorização do piso nacional , regra que vai fazer com que o salário suba acima da inflação dos próximos anos.

A nova política será baseada na inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços no Consumidor (INPC), e na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Isso significa que em 2024, por exemplo, o salário mínimo será reajustado pelo INPC de 2023 e pelo PIB de 2022.

"É a mesma política da regra que vigorou durante os governos Lula e Dilma. Se essa regra não tivesse sido abandonada, o salário mínimo estaria hoje valendo R$ 1.391", afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, na última sexta-feira (28).

De acordo com cálculos do Dieese, o salário mínimo necessário para viver em boas condições no Brasil seria de R$ 6.571,52, valor calculado para março deste ano.

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