Bolsonaro voltou a criticar o preço dos combustíveis e o lucro da Petrobras durante a cúpula das Américas
Isac Nóbrega/PR 08.06.2022
Bolsonaro voltou a criticar o preço dos combustíveis e o lucro da Petrobras durante a cúpula das Américas

Para 42% dos entrevistados da nova pesquisa PoderData, o presidente Jair Bolsonaro (PL) é o principal agente causador da inflação. Apesar das falas do mandatário, o discurso de culpar governadores não demonstra aderência na população e apenas 18% os responsabiliza pela alta nos preços. Outros 13% citam a pandemia e 8% mencionam a guerra da Ucrânia. 

Entre os que aprovam o governo Bolsonaro, 30% culpam governadores. Já entre os que desaprovam a gestão, 72% diz que o principal vilão do aumento nos preços é o presidente. 

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG 

As mulheres (48%), os com ensino superior (56%) e os que moram no Nordeste (53%) e no Centro Oeste (49%) são os que mais responsabilizam Bolsonaro pelo cenário econômico. No Norte, está a maior parcela (30%) dos que culpam a pandemia pela inflação.

A inflação avançou 0,47% em maio, segundo dados do IPCA divulgados pelo IBGE. O resultado indica uma desaceleração do indicador em relação ao mês de abril, quando o IPCA registrou alta de 1,06%. Ainda assim, os preços seguem pressionados ao consumidor: em 12 meses, o índice ficou em 11,73%.

Economistas projetam que a inflação encerrará o ano de 2022 perto de 9%, de acordo com a última divulgação do relatório Focus, documento publicado na última segunda-feira pelo Banco Central (BC). Caso seja confirmado, 2022 será o segundo ano seguido em que o Banco Central não consegue cumprir a meta de inflação. O BC já havia admitido em março alta probabilidade de descumprimento da meta.

O resultado é da pesquisa PoderData realizada de 5 a 7 de junho de 2022. Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 309 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Registro no TSE: BR-01975/2022.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários