Joaquim Silva e Luna
Dálie Felberg/Alep
Joaquim Silva e Luna

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, afirmou nesta segunda-feira (11) que os indicados para a presidência da estatal e do Conselho de Administração foram "grande acerto" do governo, e defendeu a manutenção da política de preços atual, que equipara os preços ao mercado internacional. 

“Não tem margem de manobra para mudar isso”, falou Silva e Luna sobre o PPI (Política de Paridade de Importação) em entrevista ao jornal Valor. 

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“Com o que tem hoje de legislação, de norma, não dá [para mudar a política de preços]. É preciso considerar que a empresa toma decisão compartilhada, é uma vontade coletiva, passa pelo comitê executivo, pelo conselho de investimentos. Não vejo como alterar isso na Petrobras”, explicou.

Luna sairá da empresa nesta quarta, dia 13 de abril, quando está marcada a assembleia do conselho acionistas. 

O governo definiu a indicação de Marcio Andrade Weber , que já é conselheiro da estatal, para assumir a presidência do Conselho de Administração. Além dele o governo definiu o substituto de Luna, José Mauro Ferreira

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“Ele foi funcionário da Petrobras, é muito respeitado, vai continuar com o trabalho que estava fazendo”, disse Luna sobre Weber. Já sobre Ferreira, o presidente da Petrobras classificou a indicação como “grande acerto”, pois o executivo tem “conhecimento na área de óleo e gás, é pessoa de fácil trato, e vai se encaixar bem”.

Na entrevista, Silva e Luna citou “crises sucessivas” que impactam os preços, como a pandemia de covid-19, a crise hídrica e a guerra na Ucrânia e que não cabe à estatal controlar os preços das bombas, como defende o indicado para presidência, que já defendeu um fundo de estabilização. 

Segundo ele, o papel da empresa está sendo cumprido ao devolver pagamento de royalties para a União. 

“O que a empresa está fazendo? Produzir o máximo que ela pode produzir em 25 anos. Todas as refinarias bateram seus recordes acima de 92% de produtividade”, afirmou.

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