Governo toma cuidados antes de oficializar indicações para a Petrobras
Alexandre Cassiano/Agência O Globo
Governo toma cuidados antes de oficializar indicações para a Petrobras

O governo federal está fazendo um pente-fino rigoroso no nome dos indicados para a presidência da Petrobras e para o Conselho de Administração da empresa antes de anunciá-los publicamente.

O objetivo é levantar a ficha completa dos indicados depois que Adriano Pires e Rodolfo Landim recusaram os cargos na presidência e no conselho por conflitos de interesse.

Irritado com as desistências e com a dificuldade de encontrar nomes, o presidente Jair Bolsonaro não quer nem pensar na hipótese de uma nova indicação ser reprovada ou de os nomes mais uma vez recusarem os cargos.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, se reúne na tarde desta quarta-feira (6) com integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto.

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Um ministro palaciano afirmou que nunca antes o governo fez uma busca tão rigorosa antes de oficializar um nome.

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Assembleia será dia 13

O governo quer indicar nomes ainda nesta semana, antes da assembleia do dia 13 que irá aprovar o novo Conselho de Administração da estatal. Segundo um auxiliar do presidente Jair Bolsonaro, os nomes para a presidência da Petrobras e o conselho de administração da estatal já estão praticamente definidos.

Para evitar vazamentos, os nomes estão restritos ao presidente Bolsonaro e ao ministro de Minas e Energia, disse a fonte.

Por conta da necessidade de aprovação pelo Comitê de Pessoas da Petrobras,  uma ala do governo defende uma "solução doméstica" para ocupar os cargos, com nome que já estão no Conselho de Administração.

Nesse caso, os únicos nomes possíveis são os de Sonia Villalobos e Marcio Weber, como mostrou a colunista Malu Gaspar. Por outro lado, ainda será preciso indicar dois nomes para o conselho independemente do cenário.

Vagas abertas no conselho

Joaquim Silva e Luna, o atual presidente da Petrobras, demitido por Bolsonaro por conta da alta dos combustíveis, deixará o board da empresa. O atual presidente do Conselho, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, também deixará o conselho. Assim, haverá duas vagas necessariamente, que também precisam ser indicadas.

Uma outra ala do governo ainda aposta no nome de Caio Paes de Andrade , secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do ministro Paulo Guedes. Esse nome, porém,  não agrada ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

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