Queda do dólar não é suficiente para reduzir preço dos combustíveis
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL
Queda do dólar não é suficiente para reduzir preço dos combustíveis

Apesar da queda de  6,8% na taxa de câmbio desde o dia 15 de março, o avanço na cotação do barril de petróleo no mercado internacional não permite diminuição no descompasso dos combustíveis. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média da gasolina é de 10% e do diesel 17%.

De acordo com os cálculos divulgados nesta quinta-feira (24), o litro da gasolina deveria estar até R$ 0,53 mais cara. Já o preço do litro do diesel deveria subir entre R$ 0,85 e R$ 0,93. 

Na semana de 13/03/2022 a 19/03/2022 a Agência Nacional de Petróleo, gás e biocombustíveis (ANP) registrou preço médio de R$ 7,267 no litro da gasolina e R$ 6,654 no diesel.  

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O barril do tipo Brent – referência internacional – registrou alta 4,94%, cotado a US$ 121,10, enquanto o petróleo WTI subiu 5,18%, negociado a US$ 114,93 o barril no fechamento desta quarta(23). Enquanto isso, o dólar registra a menor cotação dos últimos dois anos, vendido a R$ 4,81. 

Desde outubro de 2016, a Petrobras adota a política de Preços de Paridade de Importação, que vincula o preço dos derivados de petróleo ao mercado internacional. Após cinco anos da mudança, o combustível no Brasil concentra a maior alta da história, superando a inflação em mais de 30%.

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Em fevereiro, o PPI para óleo diesel operou o mês inteiro com defasagens negativas, chegando a ficar –R$0,52/L abaixo da paridade e o PPI para gasolina operou o mês inteiro com defasagens negativas, chegando a ficar –R$0,47/L abaixo da paridade.

O preço de paridade de importação (ppi) da Abicom foi calculado usando como referência os valores para gasolina, óleo diesel, câmbio, RVO e frete marítimo no fechamento do mercado no dia anterior, 23/03/2022.



** Luís Felipe Granado é repórter do Brasil Econômico, editoria de Economia do Portal iG, e pesquisador na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

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