Guedes não especificou como será feito o corte do imposto
Edu Andrade/ ME
Guedes não especificou como será feito o corte do imposto

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (18) que o governo avalia reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 35%. No fim de fevereiro, o governo já havia anunciado um corte de 25% sobre o imposto.

O ministro não esclareceu, porém, se a redução de 35% vai se somar à queda de 25% ou se haveria um novo corte de 10% (fazendo, assim, a soma total dos cortes chegar a 35%).

"É um projeto de transição. Estamos na transição de uma economia dirigista para uma economia baseada em mercado. Cada vez mais forte. Altos impostos para impostos mais baixos. Já estamos começando esse movimento agora. O IPI já decidimos em 25%, estamos conversando, a ideia é reduzir 35% já, já — afirmou o ministro, em evento no Ceará.

O IPI incide sobre produtos  da indústria nacional, como carros, além da linha branca (geladeira, fogão, máquina de lavar, etc).

Guedes argumentou que o governo federal tem arrecadado mais e os estados e municípios estão com caixa cheio, o que daria esse espaço para um corte mais robusto. A arrecadação federal bateu recorde em 2021 e continuou alta em janeiro.

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O ministro não deu detalhes sobre o possível novo corte no IPI, nem quando seria feito, nem do impacto fiscal. Na redução de 25% anunciada em fevereiro, o impacto era de cerca de R$ 20 bilhões para União, estados e municípios.

Apesar do corte ter sido inicialmente linear, o governo se comprometeu a excluir os produtos que são produzidos na Zona Franca de Manaus  da redução do IPI.

Na Zona Franca, não há cobrança de IPI, mas as empresas ali instaladas recebem créditos do imposto. Por isso, cortar o IPI prejudica essas empresas.

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