Funcionários e clientes protestam fechamento do McDonald's na Rússia
Reprodução 14.03.2022
Funcionários e clientes protestam fechamento do McDonald's na Rússia

Unidades do McDonald's na Rússia registraram filas enormes de carros e pessoas nos últimos dias, além de funcionários cantando nas horas que antecediam o fechamento temporário das cerca de 850 lanchonetes espalhadas pelo país a partir desta segunda-feira (14). A rede de fast-food anunciou na semana passada a paralisação das atividades em território russo em represália à guerra na Ucrânia.

Diante do anúncio, os russos lotaram os estabelecimentos do McDonald's para aproveitar seus hambúrgueres, batata-frita e sorvetes. Alguns chegaram a fazer estoques e até revender por preços exorbitantes.

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Neste domingo, véspera do fechamento, o pianista Luka Safronov  se algemou à porta de uma lanchonete em Moscou para protestar contra a medida e foi detido por policiais. Ele classificou a atitude como uma "hostilidade" e afirmou que os hambúrgueres do McDonald's "estão se tornando um símbolo de violação das liberdades".

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram aglomerações e extensas filas que se formaram inclusive do lado de fora dos estabelecimentos. Imagens divulgadas pela emissora Nexta exibiram funcionários de uma unidade em São Petersburgo celebrando e cantando em seus momentos finais de trabalho. Todos os colaboradores do McDonald's na Rússia continuarão recebendo seus salários integrais e benefícios pagos pela empresa apesar da paralisação, que não tem previsão para acabar.

A exemplo de outras multinacionais, o McDonald's decidiu pelo fechamento temporário de todas as suas lanchonetes na Rússia a partir desta segunda-feira, em resposta à guerra na Ucrânia. A empresa emprega cerca de 62 mil funcionários no país. A rede de fast-food opera em território russo há 32 anos.

Ainda não foi definido quando as unidades vão reabrir as portas. Segundo uma fonte citada pela agência Tass, isso pode ocorrer dentro de um mês e meio aproximadamente, embora não haja nada oficial.

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Em comunicado originalmente enviado aos funcionários e franqueados, o CEO do McDonald's, Chris Kempczinski, disse que a empresa se junta ao mundo para condenar a agressão e a violência. O executivo acrescentou que entende o impacto que isso terá nos colegas e parceiros russos, mas disse que os valores da companhia significam "não ignorar o sofrimento humano desnecessário que se desenrola na Ucrânia".

Antes do McDonald's, a rede de fast-food KFC também comunicou a paralisação dos seus negócios na Rússia. A lista de multinacionais que interromperam suas atividades no país conta com Coca-Cola, Starbucks, Heineken e Disney. Gigantes do ramo vestuário como Adidas, Nike e Puma são outras que aderiram ao movimento, bem como fabricantes de veículos, entre elas Toyota, Volkswagen, Audi, Lamborghini e BMW. No ramo do entretenimento, a Sony e a Nintendo suspenderam as entregas de seus consoles de jogos.

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