O Banco Central russo já sente a mudança na economia imposta pelas sanções do Ocidente em resposta à invasão russa. Um dia depois do Departamento de Tesouro americano proibir transações envolvendo instituições russas, a líder do BC Elvira Nabiullina, disse à jornalistas que a economia já "alterou drasticamente".
Além de aumentar a taxa de juros de 9,5% para 20% , o BC prometeu “usar as ferramentas necessárias com muita flexibilidade” para lidar com “a situação totalmente anormal”.
O BC russo também liberou US$ 7 bilhões em reservas, que seriam utilizadas como garantia para empréstimos, informa o site Poder360.
De acordo com Nabiullina, o Banco Central da Rússia vendeu US$ 1 bilhão em mercados de câmbio na quinta-feira (24), primeiro dia de ataques.
A sanção desta segunda "imobiliza" todos os ativos que o BC russo possua nos Estados Unidos, o que deve dificultar a capacidade da Rússia de acessar centenas de bilhões de dólares em reservas.
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Alternativa ao Swift
Na noite deste sábado (26), após dias de negociações, os países-membros da União Europeia, os Estados Unidos e o Reino Unido anunciaram que chegaram a um acordo para excluir "alguns bancos russos" do sistema financeiro Swift e para congelar ativos e bens do Banco Central da Rússia.
Nabiullina afirmou que o setor bancário enfrenta “um deficit estrutural de liquidez” por causa da alta demanda por dinheiro e prometeu apoio do BC. “O Banco Central será flexível para usar quaisquer ferramentas necessárias. Os bancos têm cobertura suficiente para captar recursos do Banco Central.”
Cidadãos russos voltaram a fazer filas para sacar dinheiro nesta segunda-feira (28), em meio à uma desvalorização recorde do rublo, a moeda nacional. Além fazerem resgates em caixas eletrônicos, como fizeram no domingo, eles correram às agências bancárias.
Para tranquilizar a população, Nabiullina falou que “todos os bancos cumprirão suas obrigações e os fundos em suas contas estão seguros”.