52% dos brasileiros pretendem usar 13º salário para pagar dívidas
Fernanda Capelli
52% dos brasileiros pretendem usar 13º salário para pagar dívidas

A segunda parcela do 13º salário deve ser paga pelas empresas até a próxima segunda-feira (20). E uma pesquisa realizada pela Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada, revelou que 52% dos brasileiros que receberão o 13º pretendem utilizar a quantia extra para o pagamento de dívidas. As principais a serem pagas são: cartão de crédito (57%), empréstimo pessoal/consignado (28%) e contas de casa (23%), como luz, água e telefone. Entre os endividados, 56% estão negativados.

De acordo com a pesquisa, 46% das pessoas apontaram que a inflação foi o principal motivo do endividamento. "Esse fato reflete diretamente o aumento dos preços da luz, gasolina, supermercado e aluguel. O desemprego foi o segundo principal motivo, com 26%, seguido dos gastos emergenciais com saúde (23%). É um número relevante se levarmos em conta o ano de pandemia", pontua o analista de investimento da Onze, Samuel Torres.

O levantamento ouviu 4.828 pessoas de todas as regiões do país, sendo que 53% dos respondentes receberão o dinheiro em 2021. Segundo o estudo, a principal finalidade do abono no ano passado também se concentrou no pagamento de dívidas atrasadas, fato apontado por 41% dos brasileiros.

A pesquisa mostrou ainda que apenas 16% dos entrevistados pretendem investir o 13º salário, e 9% planejam utilizar o valor nas compras de Natal.

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Investimentos

Entre aqueles que pretendem poupar ou investir o 13º, os principais destinos desse dinheiro serão a reserva de emergência (56%), investimentos em ativos financeiros (26%) e gastos de começo do ano (19%), como matrículas, IPVA e IPTU.

Entre os interessados em ativos financeiros, quase metade (48%) dos entrevistados afirmou que deseja investir 50% do salário extra, enquanto outros 39% destinarão entre 20% e 50% do 13º a essa finalidade.

As principais aplicações escolhidas para investir são títulos de renda fixa (50%) - como tesouro direto, CDBs, LCIs e debêntures, ações (45%) e fundos de investimentos (36%). Destaque para criptomoedas que aparece em 4º, apontada por 22% dos entrevistados.

"Entre os entrevistados que pouparão, mas não investirão o 13º, chama a atenção a falta de conhecimento sobre educação financeira, visto que os principais motivos para não investir são ‘deixar guardado na poupança’ (39%), ‘não sei investir’ (14%), ‘nunca pensei a respeito’ (13%) e ‘não confio que os investimentos vão me dar um bom retorno’ (8%). No total, é um gargalo que abrange 73% dos respondentes", finaliza o analista.

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