Preço da gasolina deve cair no ano que vem
Reprodução/ Proteste.org
Preço da gasolina deve cair no ano que vem

O preço da gasolina deve iniciar 2022 em queda após quase um ano e meio de aumentos consecutivos. É o que estima um levantamento exclusivo da ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas.

A projeção aponta que, no primeiro trimestre de 2022, haverá uma queda acumulada de 5,94%, com a gasolina chegando a R$ 6,18 em março. Este é o menor valor previsto para todo o ano, já que em abril os preços devem voltar a subir.

A maior alta é esperada para setembro, quando o combustível deve bater R$ 6,55, valor próximo do patamar atual.

Gráfico da estimativa do preço da gasolina pra 2022
ValeCard
Gráfico da estimativa do preço da gasolina pra 2022

José Geraldo Ortigosa, CEO da ValeCard, afirma que 2022 deve ser marcado por uma maior estabilidade do mercado quando em comparação com 2021, o que justifica a queda do valor da gasolina no primeiro trimestre.

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"Além do equilíbrio macroeconômico para o início 2022, nossa projeção levou em consideração a previsão do dólar e a formação do preço do combustível para o mês de janeiro, levantamentos realizados pelo Banco Central e pela Petrobrás, respectivamente", explica.

A expectativa é que, no ano que vem, o real continue desvalorizado frente ao dólar, cenário que deve ser acentuado a partir de abril. Ortigosa ressalta que, como o preço do barril do petróleo é pautado na moeda americana, a alta do câmbio impacta diretamente o valor da gasolina nos postos.

Além do preço do combustível, o  levantamento da ValeCard  ainda aponta que a emissão de CO2, principal poluente gerado com a queima dos combustíveis fosseis dos automóveis, aumentou 23% em relação a 2020.

Ortigosa afirma que manter a frequência de revisão e manutenção do veículo evita gastos excessivos com gasolina e ainda ajuda a poluir menos o meio ambiente. Além disso, ele afirma que manter a calibragem dos pneus em dia também contribui para reduzir o consumo de combustível. "Como não conseguimos agir diretamente no câmbio e oferta, nossa estratégia é fortalecer a gestão do gasto do combustível dos usuários", explica.

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