Buscas por Auxílio Brasil superaram Bolsa Família na semana do dia 24 ao dia 30 de outubro
Reprodução Google Trends
Buscas por Auxílio Brasil superaram Bolsa Família na semana do dia 24 ao dia 30 de outubro

Programa consolidado e reconhecido internacionalmente, o Bolsa Família foi enterrado pelo governo Jair Bolsonaro em outubro deste ano após 18 anos . No Google, os reflexos da busca surtiram efeito na última semana do mês, quando finalmente a procura por  "Auxílio Brasil" ultrapassou o interesse pelo antecessor.

Na busca por "Auxílio Brasil" o termo mais relacionado é "400 reais", no entanto, o programa paga R$ 217 por enquanto. Para conseguir elevar o valor da parcela o governo espera contar com a aprovação da PEC dos Precatórios, atualmente parada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Em proporção, o estado onde a busca por "Auxílio Brasil" registra a maior diferença é o Amazonas. Já a procura por "Bolsa Família" é mais relevante na Paraíba.

Projeto de longa data

O projeto de uma renda básica do governo Jair Bolsonaro surgiu ainda em junho do ano passado , mas teve tantos nomes que demorou a pegar no gosto da população. Enquanto se chamava "renda Brasil", era popularmente conhecido como "novo Bolsa Família". 

Entenda a cronologia do Auxílio Brasil.

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O governo levou 14 meses para elaborar a Medida Provisória (MP) que cria o programa já com nome definitivo, e, em agosto de 2021,  Bolsonaro foi pessoalmente entregar o texto ao Congresso – sem valor específico e sem descrição da fonte de recursos. Essas incertezas fizeram com que o texto sequer fosse pautado. Se não for votada em 21 dias, a MP perde a validade.

O benefício  inicia os pagamentos nesta quarta-feira para famílias inscritas no Cadastro Único do governo federal com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1. 

Indefinição sobre o cartão

O Ministério da Cidadania informou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), que ainda não sabe se manterá o cartão do Bolsa Família para recebimento do substituto, o Auxílio Brasil. Uma das intenções de criar o novo programa social era desassociar das gestões petistas a política de transferência de renda. 

A pasta informou que o intuito do novo programa é "aprimorar a política de transferência de renda do Governo Federal, integrando benefícios de assistência social, saúde, educação e emprego", mas quanto ao cartão e possível troca, diz "ainda não ter informações concretas sobre o tema"

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