Greve dos caminhoneiros de 2018 teve grande adesão
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Greve dos caminhoneiros de 2018 teve grande adesão

Após muita expectativa, o dia marcado para a  greve dos caminhoneiros chegou e, diferentemente do que alguns poderiam esperar, a adesão da categoria ainda é baixa, e sequer há bloqueios de estradas pelo Brasil.

O Ministério da Infraestrutura informou, por volta das 7h, que as tentativas de bloqueios foram dispersadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) às margens da Via Dutra, perto de Barra Mansa (RJ) e às margens da BR-153, perto de Goiânia. Mais cedo, a manifestação chegou a ter três tentativas de bloqueios, mas todas com baixa adesão.

O governo federal conseguiu liminares na Justiça contra bloqueios de rodovias, refinarias e portos. São contemplados 20 estados, em ao menos 29 liminares. Até este domingo (31), os convocantes mantinham o chamado para a greve desta segunda, 1º de novembro, mesmo com as liminares. Na prática, por enquanto, o movimento ainda é bem pequeno.

Se a paralisação gerava forte expectativa e as convocações sugeriam algo similar ao que foi visto em 2018, até a manhã desta segunda-feira nada sugere que isso vá ocorrer. O governo, inclusive, já esperava baixa adesão, muito por causa das liminares contra os bloqueios.

"Estou buscando apoio de outros segmentos para fortalecer a nossa luta, para que o governo tenha sensibilidade e retire o PPI [preço paridade de importação, política da Petrobras que faz os combustíveis variarem de acordo com a valorização internacional do petróleo, adotada desde 2016]. Peço apoio aos irmãos caminhoneiros. Você que não está aguentando essa situação, vamos cruzar os braços", diz em vídeo Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), conhecido como Chorão, um dos líderes da greve de 2018.

A convocação para a greve tem como principais pautas justamente o fim do PPI e, consequentemente, o alto preço do diesel. No ano, o combustível já subiu 65%, enquanto a gasolina tem alta acumulada de 73% . Sindicatos apoiam a manifestação e esperam, inclusive, que outras categorias, como frentistas, motoristas de aplicativos e taxistas, atuem diretamente.

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