Vice-presidente Hamilton Mourã
Pablo Jacob/Agência O Globo/03-11-2020
Vice-presidente Hamilton Mourã

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14) que já  estuda a possibilidade de privatização da Petrobras. O seu vice, Hamilton Mourão, declarou pouco depois que concorda com a venda da estatal "no futuro". 

"No futuro, a Petrobras terá que ser colocada no mercado de modo que a gente rompa essa estrutura de monopólio, que no final das contas termina por prejudicar o País", afirmou o general em sua saída do Palácio do Planalto.

A justificativa para a vontade de Bolsonaro seriam as críticas que vem sofrendo por conta do alto preço dos derivados de Petróleo. Dias antes  havia sugerido repassar a Mourão o comando da empresa.

"Sabe qual o imposto federal no gás de cozinha? Zero. Eu zerei em março ou abril e mesmo assim aumentou de preço. Essas verdades é que doem para muita gente. É muito fácil (falar): aumentou a gasolina, culpa do Bolsonaro. Eu já tenho vontade de privatizar a Petrobras, tenho vontade. Vou ver com a equipe econômica o que a gente pode fazer", afirmou Bolsonaro a uma rádio de Pernambuco.

Segundo Mourão, o assunto foi discutido antes das eleições de 2018 e Bolsonaro havia negado a possibilidade de desestatizar a empresa.

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"Foi um assunto discutido desde a campanha eleitoral. Era decisão do presidente da República não mexer nem na Petrobras, nem no Banco do Brasil, nem na Caixa Econômica", disse aos jornalistas presentes.

O vice-presidente também comentou a proposta aprovada na Câmara dos Deputados que fixa uma alíquota única ao ICMS de combustíveis. Para Mourão, a medida é "paliativa".

"Na realidade, todos nós sabemos que o combustível está caro no mundo inteiro", afirmou Mourão, que voltou a defender um fundo estabilizador de preços dos combustíveis. "Quando há essas sazonalidades, é importante que se tenha fundo estabilizador. Como constituir esse fundo é questão para economistas, para quando tiver intercorrências negativas você tenha condição de bancar, a empresa, sem prejudicar consumidores", declarou.

Questionado sobre a decisão de Bolsonaro de não se vacinar contra a covid-19, Mourão preferiu não comentar.

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