Offshore de Paulo Guedes foi descoberta por meio de apuração internacional
Edu Andrade/ ME
Offshore de Paulo Guedes foi descoberta por meio de apuração internacional


Um vídeo que sugere a demissão do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tem circulado em grupos de mensagens de ministros e integrantes da alta cúpula do governo Jair Bolsonaro. Nas imagens, o economista Eduardo Moreira defende que os dois sejam destituídos de seus respectivos cargos por conta de suas offshores em paraísos fiscais .


O caso veio à tona no último fim de semana após reportagem publicada no site da revista Piauí. A matéria, fruto de um trabalho que reuniu cerca de 600 jornalistas ao redor do mundo, integra a série de reportagens batizada de Pandora Papers. No caso de Guedes e Campos Neto, o foco está no suposto conflito de interesse , já que  ambos possuem informações privilegiadas e tomam decisões que guiam a economia do Brasil.


Diante disso, Moreira afirma no vídeo que há três motivos para alguém ter empresa no exterior . “Ou ela quer fugir dos impostos. Ou ocultar patrimônio e não deixar que alguém saiba quanto ela tem. Ou se proteger de alguma ruptura econômica que vai acontecer no país”, aponta, classificando as três alternativas como "escandalosas" e dignas de "uma demissão sumária, por justa causa". O vídeo foi compartilhado pelo Poder360, que apurou a informação de que ele estava sendo divulgado em grupos de ministros. 

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Com a repercussão do Pandora Papers,  Paulo Guedes foi convocado a prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados e Campos Neto foi convidado a fazer o mesmo.



Em meio a isso, a publicação aponta que o economista-chefe do banco BTG Pactual e ex-secretário do Tesouro Nacional, o economista Mansueto Almeida, tem sido citado dentro do governo como um possível substituto de Guedes. Ele é considerado o nome ideal por três motivos: capacidade de acalmar o mercado quanto aos rumos do país, condições de dar segurança em relação às contas públicas e de reduzir o efeito político que tem elevado a cotação do dólar.

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